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Piratas seqüestram cargueiro de Hong Kong na Somália

Navio Delight tem 25 tripulantes; incidente ocorre após a captura de petroleiro saudita no Quênia

Efe,

18 de novembro de 2008 | 16h18

O cargueiro Delight, de bandeira de Hong Kong, foi seqüestrado nas águas do Golfo de Áden, perto do litoral do Iêmen, informou nesta terça-feira, 18, à Agência Efe, Andrew Mwangura, do Programa de Assistência Marítima (SAP, em inglês), com sede na cidade de Mombaça, no Quênia. O Delight possui 25 tripulantes, cujas nacionalidades não foram especificadas, e viaja para o litoral da Somália, mas Mwangura também não pôde determinar o ponto exato para onde se dirige.   Veja também: Petroleiro de US$ 100 mi seqüestrado ancora na Somália   O seqüestro, atribuído a piratas somalis, ocorre depois da captura do navio saudita Sirius Star, no sábado passado. A embarcação estava com 25 tripulantes e, quando foi seqüestrado, se encontrava 450 milhas náuticas (cerca de 830 quilômetros) a sudeste do porto queniano de Mombaça, em frente à costa da zona fronteiriça do Quênia e da Tanzânia, sendo, em seguida, levado a águas da Somália, segundo o SAP.   A costa da Somália é a mais perigosa do mundo devido à ação de piratas, de acordo com um relatório divulgado no mês passado pela Agência Marítima Internacional (IMB, na sigla em inglês). A agência, que protege os interesses de Marinhas Mercantes, afirma que um terço de todos os ataques contra navios nos primeiros nove meses de 2008 foi registrado na região.   Este cargueiro é o último de 83 navios atacados por piratas na zona do Chifre da África desde o início de 2008, dos quais 13, com cerca de 250 marinheiros, sendo mais de 100 filipinos, continuamseqüestrados, segundo dados do Escritório Marítimo Internacional (OMI).   Os piratas somalis utilizam lanchas rápidas para se aproximar dos navios e abordá-los, após o que ameaçam os tripulantes com suas armas e assumem o controle dos navios. Além disso, possuem cúmplices em terra que utilizam equipamentos de alta tecnologia para captar comunicações e fazer o acompanhamento dos navios, para evitar ataques das embarcações das Marinhas de vários países que tentam evitar as ações dos piratas no litoral da Somália e no Golfo de Áden.   (Com BBC Brasil)  

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