Piratas somalis libertam navio sequestrado em novembro

Piratas somalis libertaram um cargueiro filipino e seus 23 tripulantes, sequestrado há pouco mais de cinco meses, informaram autoridades e a empresa proprietária do navio.

AE-AP, Agencia Estado

21 de abril de 2009 | 12h00

A libertação aconteceu um dia depois de um grupo separado de bandidos ter libertado o navio de bandeira libanesa que carregava alimentos MV Sea Horse após ter recebido US$ 100 mil de empresários somalianos. Pelo menos outros 16 navios com quase 300 tripulantes permanecem sequestrados por piratas somalianos.

A empresa filipina Sagana Shipping Inc. não quis informar se pagou algum resgate para a libertação do navio nesta terça-feira, o MT

Stolt Strength. Segundo o porta-voz Dexter Custodio, garantir uma libertação segura do navio e da tripulação "foi difícil" e a empresa ficou "extremamente satisfeita" com o resultado.

O Stolt Strength foi sequestrado em 10 de novembro de 2008 por piratas no Golfo do Áden quando carregava ácido fosfórico de Dacar, Senegal, para Kandla, na Índia, informou Custodio. Notícias anteriores indicavam que o navio seguia para o Japão.

Membros das famílias dos tripulantes disseram à agência Associated Press que os piratas haviam pedido US$ 5 milhões de resgate, mas que a quantia foi reduzida para cerca de US$ 2,2 milhões na semana passada. Custodio disse que não poderia comentar sobre se um resgate foi pago.

"Não tenho ideia porque é o time de gestão de crise da empresa que tem essas informações", disse.

Nesta terça-feira, o Escritório Marítimo Internacional informou que os ataques nos mares mundiais quase dobraram nos primeiros três meses do ano, principalmente devido aos ataques de piratas a embarcações no Golfo do Áden e na costa leste da Somália. O número de ataques subiu para 102 no primeiro trimestre, contra 53 incidentes no mesmo período do ano passado.

O único pirata somaliano sobrevivente do resgate de um capitão de um navio norte-americano chegou na segunda-feira a Nova York para enfrentar as acusações sobre o ataque nesta terça-feira, no que deve ser o primeiro julgamento de um caso de pirataria em mais de um século.

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