Piratas somalis são atacados pela marinha da Índia

Em onda de ataques, eles capturaram 3 navios desde sábado, quando invadiram o superpetroleiro Sirius Star

HÉLIO BARBOZA, Agencia Estado

19 de novembro de 2008 | 07h02

A marinha indiana comunicou nesta quarta-feira, 19, que um de seus navios de guerra abriu fogo após ser atacado no Golfo de Áden e destruiu uma embarcação dos piratas somalis que agem na região. Os piratas já seqüestraram três navios desde sábado, quando capturaram o superpetroleiro Sirius Star, numa série de ataques das mais audaciosas já empreendidas pelos criminosos na costa da Somália.   Veja também Piratas seqüestram dois navios com 41 marinheiros na Somália Navio de Hong Kong é capturado por piratas somalis Piratas ancoram superpetroleiro na costa da Somália   Um homem apresentado pela rede de tevê Al Jazeera como um dos responsáveis pelos ataques disse que os seqüestradores do superpetroleiro querem o pagamento de um resgate. "Os negociadores estão localizados a bordo do navio e em terra", disse o homem, identificado como Farah Abd Jameh. "Logo que eles tenham fechado um acordo, o resgate será pago em dinheiro", declarou, sem especificar o montante a ser pago.Um barco de pesca tailandês, um cargueiro de bandeira de Hong Kong e um graneleiro grego foram tomados pelos piratas nos últimos três dias, segundo Andrew Mwangura, da Associação de Marinheiros do Leste da África. O Sirius Star, um dos mais novos e maiores superpetroleiros do mundo, foi seqüestrado no sábado por outro grupo de piratas, mais ao sul do Golfo e numa área mais distante da costa. As informações são da Dow Jones.   O navio de Hong Kong e o pesqueiro da Tailândia foram seqüestrados na tarde de terça, 18. O primeiro, levava trigo para o Irã e foi capturado no golfo de Áden.  O Delight, com 25 tripulantes a bordo, caiu nas mãos de piratas perto da costa do Iêmen, por volta das 4h (horário de Brasília), e navega agora rumo à Somália.  Já o pesqueiro tailandês, com bandeira de Kiribati,  tinha 16 marinheiros a bordo, totalizando 41 reféns só ontem e elevando para 15 o número de embarcações em poder de piratas na costa da Somália.   Os seqüestros de ontem são os mais recentes de uma lista que já soma 92 ataques desde janeiro e ameaça aumentar o custo do comércio marítimo, já que as empresas estão mudando suas rotas para evitar ataques.   A audácia dos piratas teve seu ponto alto no sábado, com a captura de um dos maiores superpetroleiros do mundo, o MV Sirius Star, que transportava US$ 200 milhões em barris de petróleo, o equivalente a um quarto de toda a exportação diária de petróleo da Arábia Saudita. Ontem, o navio foi levado da costa do Quênia, onde havia sido interceptado pelos piratas, para um porto na Somália.   Além de pesqueiros, cargueiros e petroleiros, os criminosos também retém desde 25 de setembro o navio ucraniano MV Faina, com 20 tripulantes e 33 tanques de guerra a bordo, além de um número não revelado de armas e munição. 

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