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Piratas somalis sequestram navio com tripulação dos EUA

Embarcação dinamarquesa com bandeira americana tem 20 americanos a bordo e navegava em área patrulhada

Agências internacionais,

08 de abril de 2009 | 11h56

Piratas somalis sequestraram nesta quarta-feira, 8, um navio cargueiro com 20 tripulantes norte-americanos, segundo autoridades. O navio pertence a uma empresa dinamarquesa e navega com bandeira dos EUA. O porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs disse que está investigando o sequestro e avaliando que medidas tomar para trazer a tripulação de volta com segurança.

 

Andrew Mwangura, coordenador do Programa de Assistência aos Navegantes do Leste da África, com sede em Mombaça (Quênia), disse que o cargueiro Maersk Alabama, de 17 mil toneladas, havia sido capturado em alto-mar no oceano Índico, diante da costa de Mogadiscio (capital somali). Aparentemente, todos os tripulantes estão ilesos. A empresa dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, maior operadora mundial de navios para contêineres, confirmou a captura do cargueiro, a cerca de 500 quilômetros da costa somali, e a presença de 20 tripulantes norte-americanos.

 

O Maersk Alabama é de propriedade da Mersk Line, subsidiária da empresa dinamarquesa com sede em Norfolk (Virgínia). Um assessor de imprensa da Moller-Maersk disse que o navio transportava produtos gerais do Djibuti para Mombaça quando foi atacado. Um porta-voz do Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU em Nairóbi disse que entre os produtos estão 232 contêineres da organização que levavam comida para a Somália e Uganda.

 

A tenente Stephanie Murdock, porta-voz naval dos EUA no Bahrein, já havia informado que um navio dinamarquês com bandeira norte-americana fora atacado por piratas na madrugada de quarta-feira, cerca de 440 quilômetros a sudeste da localidade somali de Eyl.

 

Segundo a BBC, o navio britânico estava em uma área fortemente patrulhada pelas forças europeias, que consiste em seis navios e dois aviões. Outra dezena de patrulhas antipirataria atuam na região. Mesmo assim, no último mês, os piratas somalis conseguiram capturar 15 navios - em janeiro e em fevereiro, o total havia chegado a dois.

 

A pirataria somali se tornou um grande problema para a navegação comercial na costa noroeste da África. Na onda mais recente de ataques, homens armados capturaram na segunda-feira um navio britânico de bandeira italiana, com 16 tripulantes búlgaros, depois de sequestrarem três embarcações no fim de semana - um iate francês, um rebocador iemenita e um cargueiro alemão de 20 mil toneladas, no qual havia 20 tripulantes, a maioria filipinos, segundo a agência russa de notícias Interfax.

 

Em todo o primeiro trimestre, apenas oito navios haviam sido sequestrados no movimentado golfo de Aden, dá acesso ao mar Vermelho e ao canal de Suez, servindo portanto de ligação entre a Europa e a Ásia. No ano passado, piratas somalis fortemente armados sequestraram dezenas de navios, fizeram centenas de marinheiros como reféns, às vezes durante semanas, e obtiveram milhões de dólares em resgates. Governos estrangeiros enviaram embarcações militares à região, o que reduziu o número de sequestros. Mas ainda há tentativas quase diárias de ataques, e além disso os piratas ampliaram sua área de atuação, chegando quase às ilhas Seicheles.

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