Piratas tentam sequestrar cruzeiro

Seguranças do navio, com 1.500 a bordo, repelem os somalis a tiros

Reuters, MOGADÍSCIO, O Estadao de S.Paulo

27 de abril de 2009 | 00h00

Um cruzeiro italiano com 1.500 pessoas a bordo escapou por pouco ontem de ser capturado por piratas a 800 quilômetros da costa somali, depois que a equipe de segurança do navio abriu fogo e lançou jatos de água contra os corsários. Nenhum dos tripulantes ficou ferido e não foram divulgadas informações sobre mortes entre os agressores.A tentativa de sequestro ocorreu quando seis piratas em um bote pequeno aproximaram-se do cruzeiro Melody abrindo fogo com armas automáticas, relatou o capitão do navio, Domenico Pellegrino. Em resposta, funcionários de uma empresa israelense responsável pela segurança da embarcação responderam aos ataques. "Parecia que estávamos no meio de uma guerra", contou Pellegrino.Após o susto, passageiros do cruzeiro foram instruídos a retornar às cabines e as luzes externas do navio foram desligadas por precaução. Segundo Pellegrino, temendo ataques na região da costa somali, a empresa atacada ontem havia contratado seguranças israelenses para suas embarcações. "Eles são os mais bem treinados", disse.RESGATENa mesma região, entre o norte do Quênia e o Iêmen, piratas somalis haviam sequestrado um navio cargueiro de uma empresa alemã com 17 tripulantes, no sábado. No mesmo dia, segundo uma fonte somali, uma empresa grega pagou US$ 1,9 milhão para ter uma de suas embarcações liberadas.No início do mês, o navio com bandeira americana Maersk Alabama e um veleiro francês foram capturados por corsários. Forças dos EUA e da França libertaram os sequestrados.A ação dos corsários tornou-se mais ousada e sofisticada desde o sequestro do cargueiro saudita Sirus Star, capturado em novembro a 740 quilômetros da costa somali, afirmou um porta-voz da 5ª Frota da Marinha dos EUA. O valor pago pelo resgate foi de US$ 3 milhões.

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