REUTERS/Rick Wilking
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Pirelli e Colgate Palmolive anunciam suspensão de suas operações na Venezuela

Empresas alegam falta de matéria-prima para operarem; paralisações se unem à anunciada pela General Motors após um ‘amplo embargo’ contra suas instalações

O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2017 | 01h14
Atualizado 07 de junho de 2017 | 12h29

CARACAS - As empresas Pirelli e Colgate Palmolive anunciaram a suspensão de suas operações na Venezuela por falta de matéria-prima, dois anúncios que se seguem ao da General Motors (GM). Autoridades do país falam de um plano para "resguardar a estabilidade" dos trabalhadores.

A Pirelli anunciou em um comunicado divulgado na terça-feira 6 pela imprensa local que paralisará sua produção na fábrica de Guacara, no Estado de Carabobo, de "maneira indefinida" diante da "indisponibilidade" de matérias para a elaboração dos seus produtos.

No entanto, a fabricante de pneus indicou que o seu "compromisso com o país" lhe obriga a "realizar todas as gestões possíveis" para retomar as operações comerciais.

A Colgate Palmolive, que fabrica produtos de higiene bucal e pessoal, anunciou no dia 2 de junho a paralisação das suas linhas de produção de sabão em pó e detergentes em razão da escassez de matéria-prima, que é importada. A produção de creme dental e sabonete já havia sido suspensa em fevereiro por falta de matéria-prima.

As duas paralisações se unem à já anunciada pela General Motors da Venezuela depois de um "amplo embargo" contra as suas instalações que foi emitido em meados de abril.

O ministro do Trabalho da Venezuela, Francisco Torrealba, disse que se tem estabelecido "contatos" com a força de trabalho da GM e da Colgate Palmolive para assegurar a continuidade dos funcionários de ambas as fábricas, segundo publicou o jornal Correo del Orinoco.

Torrealba assegurou que "não está proposto" que o governo venezuelano ocupe ou exproprie a fábrica, que atravessou um longo litígio de 17 anos, segundo ele.

A direção da montadora de veículos apontou em um comunicado que a sua decisão de encerrar as operações é "irreversível", e garantiu que, no seu caso, houve "falta de respeito ao devido processo e ao direito legítimo à defesa".

Em razão da crise econômica e da baixa demanda, a companhia aérea United Airlines anunciou segunda-feira 5 a suspensão dos seus voos diretos de Houston até Caracas.

As paralisações ameaçam intensificar a prolongada crise que assola a o país sul-americano desde a abrupta queda dos preços do petróleo, o recurso que tributa ao país quase 96% dos seus investimentos. / EFE

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