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Plame culpa Casa Branca por revelação de identidade

No centro de um escândalo político que ameaça a administração Bush, a ex-agente da CIA Valerie Plame Wilson disse em depoimento ao Congresso nesta sexta-feira, 16, que funcionários da Casa Branca e do Departamento do Estado "imprudentemente" revelaram sua identidade para prejudicar seu marido, um diplomata americano que criticou a guerra contra o Iraque.Rompendo um silêncio de quase quatro anos, a ex-agente da CIA disse também que a revelação de sua identidade interrompeu bruscamente seu trabalho de coleta de informações sobre as supostas armas de destruição em massa iraquianas e a impediu de realizar missões secretas. O nome de Valerie veio à tona em colunas de jornais americanos depois que seu marido, diplomata Joseph Wilson, publicou um artigo no New York Times criticando os argumentos da administração para a invasão do Iraque. "Meu nome e minha identidade foram imprudente e inconseqüentemente usados por autoridades importantes do governo na Casa Branca e no Departamento de Estado", disse Plame.Ela afirmou, porém, que não poderia discutir os detalhes em público. Valerie disse também acreditar que outros agentes foram afetados, mas ressalvou que não teve acesso à análise da CIA sobre o caso.Valerie, cuja saída da CIA desencadeou uma investigação federal que já custou a liberdade do ex-chefe de gabinete do vice-presidente dos EUA, disse que sempre soube que sua identidade poderia ser descoberta e revelada por governos estrangeiros. A surpresa, destacou a ex-agente, foi isso ter sido feito pela própria administração."Foi uma terrível ironia membros da administração terem sido os responsáveis por destruírem minha cobertura", disse ela à Comissão de Reforma Governamental e Supervisão da Câmara dos Representantes (deputados)."Se nosso governo não pode proteger a minha identidade, os futuros agentes estrangeiros que quiserem trabalhar na Agência Central de Inteligência (CIA) começarão a pensar duas vezes", continuou Valerie. Valerie sentou-se sozinha em uma mesa de testemunha e respondeu a perguntas sobre sua carreira na CIA e a revelação de seu nome por um colunista de jornal em julho de 2003. Durante seu depoimento, a ex-agente secreta defendeu a tese de que a revelação de seu nome foi retaliação contra seu marido.Ninguém chegou a ser criminalmente acusado por revelar a identidade de Plame, mas Lewis "Scooter" Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, pediu demissão e foi condenado este mês por obstrução da Justiça e por mentir aos investigadores sobre o caso.

Agencia Estado,

16 de março de 2007 | 14h14

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