Gary Hershorn/Reuters
Gary Hershorn/Reuters

Governo de Hong Kong propõe plano de aposentadoria que discrimina mulheres

Governo do país pode pagar mensalmente 10% menos às mulheres em razão da maior expectativa de vida

O Estado de S.Paulo

13 Abril 2017 | 02h00

XANGAI - O órgão de controle da igualdade em Hong Kong vai estudar a possibilidade de que haja discriminação em um novo plano de aposentadoria proposto pelo governo. Nele, mulheres vão receber 10% a menos que os homens em seus pagamentos mensais devido à maior expectativa de vida. 

O jornal independente South China Morning Post informou na quinta-feira, 13, que a Corporação Hipotecária de Hong Kong, dirigida pelo governo, revelou o plano pelo qual os aposentados poderiam investir uma quantidade global em troca de um salário mensal garantido pelo resto da vida.    

A expectativa de vida média das mulheres em Hong Kong é de 89,5 anos, quatro anos a mais que a dos homens. Por isso, o dinheiro que vão receber deste plano seria 10% menor que o dos homens. 

A Comissão de Igualdade de Oportundidades do país considera que o plano descumpriria uma norma oficial estabelecida para promover a neutralidade de gênero. Por isso, vai avaliar "o método empregado para calcular as taxas de rendimento dos rentistas masculinos e femininos". A instituição vai analisar também "se os cálculos se baseiam em dados estatísticos razoáveis e se há dados objetivos para demonstrar que a política seria prejudicial para as pessoas de um determinado sexo". 

Shirley Hung Suet-lin, da Comissão de Mulheres, diz que o novo plano é "uma forma de investimento que ignorou a sensibilidade de gênero". / EFE

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