Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Plano de contingência são termelétricas em caso de Venezuela interromper energia, diz Mourão 

Presidente interino declarou ainda que Brasil está preparado se o fluxo de venezuelanos para entrar no País aumentar a partir de agora; segundo ele, atualmente, de 400 a 500 venezuelanos passam diariamente pela fronteira

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2019 | 19h55

BRASÍLIA - O presidente em exercício, Hamilton Mourão, afirmou que o abastecimento de termelétricas pode ser uma alternativa caso a Venezuela venha interromper o fornecimento de energia para Roraima, Estado brasileiro que faz fronteira com o país vizinho.

Nesta quarta-feira, o líder opositor venezuelano Juan Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela durante as manifestações pela renúncia do presidente Nicolás Maduro no país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros chefes de Estado, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, reconheceram Guaidó como presidente de facto do país. 

"Plano de contingência são as termelétricas que existem lá, aí teria de abastecer mais essas termelétricas com óleo", disse Mourão, questionado sobre a hipótese de a Venezuela "apagar as luzes" de Roraima. 

Mourão declarou ainda que o Brasil está preparado se o fluxo de venezuelanos para entrar no País aumentar a partir de agora. "Estamos preparados, estamos recebendo todo mundo lá", disse o presidente em exercício, relatando que estão entrando de 400 a 500 venezuelanos diariamente pela fronteira. 

De Davos, Bolsonaro tomou a decisão de reconhecer o líder opositor conjuntamente com outros países americanos, destacou Hamilton Mourão. Ele disse que agora é preciso aguardar as "consequências" do cenário. 

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