Plano de Hillary sofre oposição de palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin "Bibi" Netanyahu, aceitou o plano de congelar a expansão dos assentamentos na Cisjordânia e busca, agora, convencer os 15 membros de seu gabinete a aprová-lo. Mas os Estados Unidos já enfrentam resistências do lado palestino.

AE, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 08h17

Segundo o acordo formalizado entre Netanyahu e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, as construções em Jerusalém Oriental não serão incluídas na nova moratória. Os palestinos, representados na negociação pelo presidente Mahmoud Abbas, rejeitam essa oferta e afirmam que apenas concordam em voltar a discutir se essa parte da cidade também for incluída no congelamento.

Até agora Washington tem evitado tocar na questão. A ideia é esperar o resultado da votação no gabinete israelense para, então, intensificar as pressões sobre o lado palestino.

Liderando uma coalizão conservadora, que inclui partidos ortodoxos e nacionalistas, o premiê enfrenta resistência mesmo dentro de seu partido, o Likud. Analistas afirmam que, até o fim da semana, Netanyahu conseguirá a maioria dos votos caso faça concessões a alguns membros da aliança governamental.

No pacote oferecido a Israel, em troca da suspensão temporária nas construções, os EUA prometeram conceder 20 caças F-35 avaliados em US$ 3 bilhões, vetar as iniciativas palestinas no Conselho de Segurança das Nações Unidas e sempre defender Israel em órgãos multilaterais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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