REUTERS/Hannah McKay
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Premiê britânica enfrenta críticas ao plano do Brexit no próprio partido e pode depender da oposição

Theresa May precisa de pelo menos 320 votos no Parlamento para que sua proposta para a saída do Reino Unido da União Europeia seja aprovada; ex-ministro diz que ao menos 80 parlamentares do Partido Conservador são contrários

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2018 | 11h53

LONDRES - O Partido Conservador britânico enfrentará um "rompimento catastrófico" caso a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, insista em sua proposta atual para o Brexit, disse o ex-ministro Steve Baker. Segundo ele, ao menos 80 parlamentares do partido de May estão dispostos a rejeitar seu plano. 

As críticas de Baker vieram um dia depois de o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson descrever os planos da primeira-ministra como um "colete suicida" ao redor da Constituição do país. As declarações indicam o quão difícil será para May a aprovação de qualquer acordo para o Brexit.

Baker renunciou ao cargo em protesto contra as propostas da premiê para a separação, e afirmou que não advoga por sua substituição, mas alertou que ela enfrentará um grande problema na conferência partidária entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro. Se 80 dos 315 parlamentares votarem contra o seu modelo de acordo para o Brexit, o destino do governo dependerá do opositor Partido Trabalhista, uma vez que a premiê não terá os 320 votos necessários no Parlamento de 650 cadeiras.

“Se sairmos da conferência com ela esperando aprovar à custa de votos dos trabalhistas, acho que os negociadores da União Europeia provavelmente entenderão que, se isso for feito, o partido sofreria o rompimento catastrófico que até agora conseguimos evitar”, disse Baker. 

Outros conservadores deram estimativas muito mais modestas do número de parlamentares que rejeitam os planos de May. Embora alguns defensores do Brexit estejam insatisfeitos com sua liderança, veem a premiê como a melhor esperança imediata para garantir a separação da UE.

O Reino Unido deve deixar o bloco em 29 de março, mas poucos aspectos estão definidos. Até agora não existe um acordo de saída completo, e tampouco está claro se May é capaz de obter a aprovação de um acordo no Parlamento britânico. / REUTERS

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