Plano de saúde de Obama custará US$ 950 bilhões

Em uma tentativa de reativar o projeto de reforma de saúde, a Casa Branca propôs que um imposto nos planos de saúde mais caros seja adiado para todos os trabalhadores, não só para aqueles nos sindicatos, e sugeriu que novos impostos ajudem a cobrir a receita perdida.

AE, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2010 | 14h34

Segundo o diário "The Wall Street Journal", o presidente Barack Obama apresentará a proposta em uma tentativa de superar as diferenças entre os projetos aprovados pela Câmara e pelo Senado no ano passado, numa reunião bipartidária com líderes do Congresso na quinta-feira. A nova proposta custará cerca de US$ 950 bilhões em dez anos, mais do que o projeto aprovado pelo Senado, mas menos do que o da Câmara.

A proposta de reforma do sistema de saúde do governo Obama, divulgada hoje pela Casa Branca, também eleva o valor dos subsídios disponíveis para as pessoas comprarem coberturas de saúde. Foi elevada a ajuda para idosos que adquiram medicamentos por meio do Medicare e as reservas para os Estados pagarem pela expansão do programa Medicaid.

As mudanças elevam o custo da proposta feita pelo Senado em cerca de US$ 75 bilhões, puxando o valor total do programa para cerca de US$ 950 bilhões, disse a diretora do escritório de reforma da saúde da Casa Branca, Nancy-Ann DeParle.

Para fazer frente às perdas de receitas e pagar pelos subsídios adicionais, a lei adota o imposto Medicare sobre ganho excedente de famílias de elevada renda e aumenta os cortes do programa de Vantagem Medicare, planos privados que atuam junto a alguns idosos. Além disso, a elevação das penalidades sobre empresas que não oferecem cobertura e para individuais que não tenham o seguro-saúde também devem proporcionar renda.

Farmacêuticas

Para pagar pelo benefício adicional de medicamentos Medicare, a proposta é elevar os impostos sobre os laboratórios farmacêuticos, o que já estava presente na lei do Senado. A proposta de Obama elimina a reserva especial do Medicaid para Nebraska, negociada pelo senador Ben Nelson, democrata. A reserva especial foi criticada pelos republicanos. As informações são da Dow Jones.

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