JACK GUEZ / AFP
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Plano de saúde instala cabine de teste do coronavírus em Israel; veja como funciona

Pessoas com suspeita de estar com a covid-19 apresentam um documento e são submetidos a um teste rápido que fica pronto em no máximo 24 horas

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2020 | 19h17

TEL-AVIV - Uma cabine cinza e azul chama a atenção de alguns pedestres em Tel-Aviv. Criada por um plano de saúde de Israel, permite que pessoas potencialmente portadoras do novo coronavírus sejam testadas na rua.

Dentro da cabine, um profissional de saúde, vestindo uma blusa azul e uma máscara, desliza as mãos em longas luvas pretas de borracha através de duas janelas fechadas e insere um cotonete na boca e no nariz da pessoa do outro lado do vidro, que precisa antes mostrar seu documento de identidade. 

O cotonete é então colocado em um tubo e em uma geladeira que será transportada para um laboratório onde a amostra será analisada, explica Michael Attal, responsável pelo projeto do plano de saúde Maccabi. 

Destinado aos clientes do plano, este projeto permite que, se tiverem sintomas do vírus e depois de obterem um pedido do médico, as pessoas evitem ir a um centro de saúde e façam o teste rapidamente. O teste leva menos de dois minutos e o resultado é relatado durante o dia ou no dia seguinte.

As autoridades israelenses relataram mais de 12.500 casos de infecções pelo novo coronavírus, sendo 140 mortes.

Medidas

Para combater a propagação da pandemia da covid-19, as autoridades ordenaram o confinamento, fecharam escolas, locais de culto e proibiram os residentes de se movimentarem mais de 100 metros de casa, exceto para trabalhar, se for necessário, ou para ir ao supermercado, ao hospital ou à farmácia. 

O projeto ainda está em fase experimental, mas o Maccabi quer instalar vários estandes em Tel-Aviv, a cidade costeira onde tem o maior número de afiliados, para permitir que mais pessoas sejam testadas, disse Attal à AFP.  A vantagem desta cabine 100% esterilizada é que "as pessoas que fizeram o teste saem sem ter tocado em nada", avalia. / AFP

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