Plano de segurança pretende retirar armas da população

Inundada por uma quantidade enorme de armas, cujo número é desconhecido das autoridades interinas, Trípoli recebe hoje seu primeiro plano de segurança pública após ser tomada pelas forças do Conselho Nacional de Transição (CNT). O órgão anunciou ontem que dará início a um recrutamento de jovens que queiram integrar os embriões das novas Forças Armadas e polícias do país, desintegradas pela revolução. O objetivo é restabelecer a ordem e evitar que o arsenal nas mãos de pessoas comuns seja usado para fins criminosos.

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2011 | 00h00

Não é difícil encontrar casos de jovens que compraram fuzis AK-47 novos - trazidos ao país pelas doações de países como França e Catar aos rebeldes - nas ruas da capital líbia. No mercado negro, as armas são vendidas a 3 mil dinares (pouco mais de US$ 1,5 mil), segundo informaram ao Estado jovens que trabalhavam ontem no patrulhamento de um dos bairros mais ricos da capital.

Segundo o CNT, Trípoli foi dividida em setores e números de série de armas foram documentados para viabilizar um futuro recolhimento. Mas poucos acreditam que a estratégia será bem-sucedida, porque os conselheiros do governo provisório se dividem sobre a necessidade de recolher as armas.

O tema é tão delicado que o CNT não se manifesta a respeito. Questionado ontem, Ahmed al-Dhaarit, ministro do Interior do governo provisório, fugiu da resposta sobre o destino das armas, preferindo se concentrar na nova polícia, que deverá ser formada por voluntários que atuaram no conflito sem muita dificuldade.

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