REUTERS/Hannah McKay
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Plano do Brexit de May pode ser derrubado no Parlamento e britânicos sugerem novo referendo

O acordo do Reino Unido montado pela primeira-ministra é criticado por membros da oposição e por ex-aliados da conservadora

O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2018 | 11h57

LONDRES - A menos de cinco meses da saída oficial do Reino Unido da União Europeia, o plano do Brexit defendido pela primeira-ministra britânica, Theresa May, é alvo de ataques do partido de oposição e de uma ex-aliada nesta segunda-feira, 12. As críticas aumentam o risco de que a saída da UE seja derrubada em votação no Parlamento britânico, levando a um potencial Brexit sem acordos, e sugerem uma nova votação para decidir os rumos do Reino Unido.

A ex-secretária de educação de May, Justine Greening, afirmou que o Parlamento pode votar contra o projeto da primeira-ministra para que as pessoas tenham um novo referendo. Perguntada se há chances de o plano de May ser aprovado, Justine, que havia apoiado a permanência do Reino Unido no bloco, disse “não”.

“Eu acho que é o pior de todos os mundos”, disse Justine  à rádio BBC. “Faz com que a gente tenha menos influência, menos controle sobre as regras que temos que seguir e… menos credibilidade como um país no resto do mundo”.

Justine explicou que o Parlamento é favorável a rejeitar o Brexit “sem acordo” ao mesmo tempo em que vota contra a proposta de May e deveria haver outro referendo com os britânicos, com três opções: o acordo de May, seguir os termos da Organização Mundial do Comércio (OMC) ou permanecer na União Europeia.

Keir Starmer, porta-voz do Partido Trabalhista, a principal sigla de oposição, disse que, se o acordo da primeira-ministra for derrubado, haveria eleições nacionais e a possibilidade de um novo referendo. “No momento, a primeira-ministra está longe de casa”, disse Starmer quando perguntado se o seu partido votaria contra o acordo de May. “Se o acordo vai por água abaixo, então nós pediremos eleições nacionais”, disse. “Se isso não acontecer, então todas as opções devem estar sobre a mesa e isso inclui a opção do voto público.”

O líder dos Trabalhistas, Jeremy Corbyn, quando perguntado sobre outra votação, disse em entrevista no domingo 11 que o referendo já aconteceu e agora era a hora de unir as pessoas.

Na União Europeia, um secretário do ministério das Finanças da Alemanha, Joerg Kukies, disse que todos precisam se preparar para uma saída repentina da União Europeia. “Está muito, muito claro que todos têm de se preparar para a eventualidade de um Brexit duro”, disse Kukies. Geralmente, um Brexit duro é entendido como uma saída abrupta do Reino Unido e sem medidas para resguardar as economias da União Europeia e britânica. / REUTERS

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