Plano dos rebeldes é transformar milícias em polícia

Milícias irregulares deverão ser desmobilizadas ou incorporadas à polícia ou ao exército

Rod Nordland / NYT, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2011 | 00h00

O governo provisório da Líbia pretende começar a controlar as milícias irregulares, desmobilizando-as ou incorporando-as à polícia e às forças militares. A informação é de Ali Tarhouni, ministro do Petróleo e principal representante dos insurgentes na capital líbia. Tarhouni anunciou a formação da Comissão Suprema de Segurança que, comandada por ele será composta de civis e líderes militares e deverá assumir o controle dessas questões em Trípoli. "A proteção da capital deve ser uma atribuição do Ministério do Interior e das forças policiais", afirmou. Os líderes do grupo ainda não anunciaram um cronograma e não se sabe se todos concordarão em depor armas.

A Comissão Suprema de Segurança pretende consolidar o controle da capital sob uma liderança civil, mas Tarhouni disse que ela não substituirá o Conselho Militar de Trípoli, organismo que engloba as milícias que participaram da expulsão das forças de Muamar Kadafi da capital.

O presidente do Conselho Militar, Abdel Hakim Belhaj, é uma figura controvertida por ter sido líder do Grupo de Combate Islâmico Líbio, declarado um grupo terrorista pela ONU e pelos EUA. Entretanto, Belhaj prometeu publicamente que desmobilizará suas forças assim que a Líbia se tornar estável. Ele é um dos 21 membros da nova Comissão Suprema de Segurança, que inclui ainda representantes do Ministério do Interior e altas patentes da polícia e do Exército, além de líderes das milíciaa rebelde agora na cidade, e das brigadas de Misrata. Tarhouni disse que a comissão espera incorporar todos os líderes da milícia rebelde. Entretanto, não deu prazo para que ele e outros membros do conselho se transfiram de Benghazi para Trípoli. O líder do conselho executivo dos insurgentes, Mahmoud Jibril, continua fora da Líbia.

A ordem aumenta dia a dia nas ruas de Trípoli, onde há numerosos postos de controle rebeldes e menos relatos de saques. Nos últimos dias, foram emitidos cartões com o registro das armas para os rebeldes - e as armas sem registro poderão ser apreendidas. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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