Plano nuclear norte-coreano incomoda China, revela WikiLeaks

Despachos americanos mostram Coreia do Norte está perdendo importância estratégica

Agência Estado

30 de novembro de 2010 | 09h06

WASHINGTON - Funcionários chineses têm se mostrado irritados com a postura da Coreia do Norte e parte acredita que o vizinho está perdendo seu valor estratégico para a China. As informações foram extraídas de documentos confidenciais dos EUA revelados pelo site Wikileaks nesta semana.

 

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Durante um jantar no ano passado, o embaixador chinês no Casaquistão, Cheng Guoping, revelou que Pequim considera o programa nuclear da Coreia do Norte "muito incômodo", segundo um memorando do Departamento de Estado americano.

 

O embaixador "disse que a China espera por uma reunificação pacífica no longo prazo, mas ele espera que os dois países permaneçam separados no curto prazo", diz o texto vazado, assinado pelo embaixador dos EUA Richard Hoagland e divulgado também pelo jornal britânico The Guardian.

 

Os memorandos também alegam que a China pode ter ignorado exportações ilícitas da Coreia do Norte de componentes de mísseis, e também que lideranças em Pequim estariam por trás de ataques virtuais contra o site Google e outros alvos dos EUA. As informações são da Dow Jones.

 

O WikiLeaks divulgou no domingo cerca de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA que revelaram segredos da política externa americana. Os documentos foram publicados pelos jornais The Guardian, New York Times, Le Monde e El País e pela revista alemã Der Spiegel e se referem desde os anos 1960 ao início de 2010.

 

O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão.

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