Planos nucleares do Irã ainda podem ser contidos, diz Olmert

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse na terça-feira que os planos nucleares do Irã não são tão avançados quanto afirma Teerã e que ainda é possível exercer pressão econômica para contê-lo sem violência. "Acho que há uma forma de impedir os iranianos de avançarem no seu programa nuclear sem violência", disse Olmert em discurso a líderes judeus dos Estados Unidos. "Não estão tão próximos (de terem armas nucleares) quanto fingem, e portanto ainda há tempo de lutar de forma responsável, abrangente e poderosa". O Ocidente acusa o Irã de desenvolver armas nucleares, o que Teerã nega. O programa atômico iraniano está sob sanções na ONU, e nas últimas semanas o governo norte-americano elevou o tom das suas acusações à República Islâmica, provocando rumores de que haveria uma ação militar. Israel, que supostamente tem o único arsenal nuclear do Oriente Médio, já usou sua aviação em 1981 para destruir um reator nuclear iraquiano. A preocupação israelense com o Irã foi agravada pelos comentários do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de que seria Israel deveria ser "apagada do mapa". Para Olmert, as sanções da ONU e outras medidas diplomáticas "são mais efetivas do que alguns pensam". "Não são suficientes, deve haver mais. Mas há uma chance genuína de que, se toda a comunidade internacional unir forças e aplicar as medidas restritivas necessárias sobre a economia do Irã, haverá tal impacto que, afinal de contas, vai forçá-los a reconsiderar suas posições".

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