Plantação de coca na Colômbia cai 25% em um ano, diz ONU

Nações Unidas atribuem diminuição a fumigações sobre campos ilegais; 48 mil hectares foram cultivados em 2012

08 de agosto de 2013 | 22h58

A área ocupada por campos de coca na Colômbia, país considerado o maior produtor mundial de cocaína, diminuiu 25% em 2012, em relação ao ano anterior, informou nesta quinta-feira o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. A agência antinarcóticos da ONU atribui a queda, principalmente, a uma campanha de erradicação dos cultivos ilegais e à transição de agricultores para a produção de verduras e legumes.

Segundo o organismo e especialistas colombianos, a agricultura destinada ao narcotráfico também foi substituída pela mineração ilegal como fonte de financiamento de guerrilheiros e quadrilhas criminosas integradas por antigos paramilitares que atuam na Colômbia.

Tanto os insurgentes quanto os ex-milicianos continuam controlando amplas regiões do país latino-americano, afirmou ao Estado o cientista político Carlos Medina Gallego, da Universidade Nacional da Colômbia.

O relatório publicado nesta quinta-feira pela ONU afirma que, no total, 135 mil hectares de campos de coca foram semeados, mas ações de fumigação dos cultivos ilegais com o uso de aviões erradicaram 100,5 mil hectares e, por terra, outros 30,4 mil hectares foram destruídos por agentes químicos aplicados pelo Estado colombiano.

Os campos de coca, porém, ocuparam 48 mil hectares em 2012 - no ano anterior, 64 mil hectares de cultivos ilegais foram registrados. Medina explicou que a atividade resiste, apesar das fumigações de Bogotá, porque os camponeses atuam como "nômades" nos territórios dominados pela guerrilha ou pelo crime organizado.

Além de dar lucro às quadrilhas criminais, o tráfico de cocaína é apontado como a principal atividade de financiamento da insurgência colombiana. A produção de cocaína caiu 10,4%, em 2012, para 309 toneladas, segundo a ONU. No ano anterior, de acordo com dados da organização, 345 toneladas da droga foram produzidas no país.

Combate. Um tenente do Exército equatoriano e cinco guerrilheiros colombianos morreram ontem em uma troca de tiros na região da fronteira entre Equador e Colômbia, afirmaram autoridades de Quito. / REUTERS E AFP, COM GUILHERME RUSSO

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