Plataformas acentuam diferenças entre partidos nos EUA

A afobação com a qual os democratas alteraram sua plataforma na convenção de Charlotte (EUA), na quarta-feira, para incluir uma menção a Deus e a Jerusalém como capital de Israel, mostra que o texto, apesar de mero esboço de ideias, tem grande importância política. É por meio dele que os dois maiores partidos dos EUA marcam suas diferenças.

AE-AP, Agência Estado

09 de setembro de 2012 | 07h38

As mais visíveis são as questões sociais. Os democratas defendem a opção pelo aborto, o casamento gay e os direitos das mulheres. Os republicanos não fazem referência à igualdade de gêneros, defendem uma emenda constitucional que proíba o aborto e apoiam a Lei de Defesa do Matrimônio, de 1996, pela qual nenhum Estado é obrigado a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo realizado em outro Estado.

A plataforma democrata se opõe à privatização do sistema de saúde e à distribuição de vouchers do Medicare (programa de saúde gratuita a aposentados). Os republicanos são contra a Lei de Proteção ao Paciente, conhecida como "Obamacare", que tenta reduzir o número de americanos sem plano de saúde, dando subsídios e créditos fiscais a empregadores e indivíduos para aumentar a taxa de cobertura.

Com relação à imigração, os democratas defendem a legalização da maioria dos 12 milhões de clandestinos dos EUA. A plataforma republicana chama o plano de "anistia" e acusa esses imigrantes de "violarem a lei" ao entrarem ilegalmente no país.

Outra diferença fundamental é na economia. Os republicanos defendem a isenção fiscal para os americanos que ganham mais de US$ 250 mil por ano. É a teoria do trickle-down, que estimula os grandes negócios que criam empregos e espalham prosperidade. O programa do partido abomina o Estado de bem-estar e os programas sociais, ao contrário dos democratas, que acreditam que o governo deve ajudar a combater a desigualdade e defendem a tributação progressiva, pela qual os mais ricos pagam mais e os pobres, menos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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