Plutônio é encontrado no solo de Fukushima

Empresa que administra usina nuclear diz que não há risco para a saúde humana

Reuters

28 de março de 2011 | 12h42

TÓQUIO - Plutônio foi encontrado no solo em pelo menos cinco pontos dentro do complexo nuclear de Fukushima Daichi, mas sem representar risco à saúde humana, disse a empresa que administra a usina, Tokyo Electric Power Co (Tepco) nesta segunda-feira, 28.

 

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Sakae Muto, vice-presidente da Tepco, disse à jornalistas que os resultados dos testes vieram de amostras recolhidas a uma semana atrás. No entanto, a Tepco afirmou que a descoberta de plutônio não irá suspender o trabalho de resfriamento dos reatores em Fukushima.

 

"Acreditamos que haja uma grande possibilidade de que duas das cinco amostras estejam diretamente ligadas com o acidente no reator", disse um porta-voz da Tepco. "Acreditamos que o nível não é sério o suficiente para prejudicar a saúde humana". O nível de plutônio era similar ao detectado no Japão depois que países vizinhos como Coreia do Norte e China terem realizado experimentos nucleares, afirmou o porta-voz.

 

Um forte terremoto e tsunami atingiram o Japão no dia 11, desligando os sistemas de resfriamento de seis reatores da usina Daiichi e há vazamento de radiação para a atmosfera. O reator número 3 é alvo de preocupações porque contém uma mistura potencialmente volátil de urânio e plutônio.

 

A descoberta deve acrescentar novas preocupações ambientais sobre contaminação, que já foi detectada no ar em fazendas e na água da torneira, embora o governo japonês diga que não há risco iminente à saúde. "Vamos continuar a estudar amostras de solo da usina em busca de outros materiais radioativos", disse o porta-voz da Tepco. "Vamos fortalecer o mecanismo de monitoramento".

 

Ainda nesta segunda, a empresa anunciou que água altamente radioativa foi encontrada pela primeira vez do lado de fora do reator 2 da usina. A água contaminada foi encontrada em um túnel subterrâneo que tem uma das entradas localizadas a apenas 55 metros do mar, mas que, segundo a Tepco, não representa risco de vazamento.

 

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