Pode haver mais mortos no desabamento do aeroporto

O teto do terminal 2E do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris - uma estrutura ultramoderna de aço, cimento e vidro -, desabou hoje sobre uma passarela de embarque, causando a morte de pelo menos cinco pessoas e ferimentos em outras quatro. Um dos feridos estava hoje à noite em estado crítico. As autoridades não descartavam a hipótese de que pudesse haver mais corpos sob os escombros. Os 250 bombeiros que trabalhavam no local enfrentavam sérias dificuldades diante da instabilidade da estrutura destruída. Um buraco de 50 metros de comprimento por 30 de largura foi aberto na estação de embarque hi-tech, que servia de vitrine para clientes internacionais da empresa Aeroportos de Paris - em sua tentativa de vender essa tecnologia francesa de construção de aeroportos para todo o mundo. O acidente ocorreu às 7 horas da manhã, quando se preparavam os embarques dos vôos para Praga e Nova York. Rapidamente, o ministro dos Transportes, Gilles de Robien, afastou toda hipótese de atentado, ressaltando não haver "nenhum indício dessa possibilidade. Um inquérito foi aberto para apurar as causas do acidente a pedido do presidente francês, Jacques Chirac, e do primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin. O presidente da Aeroportos de Paris, Pierre Graff, admitiu a possibilidade de o desabamento ter ocorrido por uma falha na construção da estrutura.

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