EFE/Cristian Hernández
EFE/Cristian Hernández

Poder eleitoral da Venezuela descarta realizar eleição legislativa com votação presidencial

Presidente do Conselho Nacional Eleitoral diz que organismo não unificará votações porque cronograma para escolha do novo presidente está 'extremamente avançado'; ela prometeu 'avaliação técnica' da proposta chavista de adiantar a eleição parlamentar

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 15h11

CARACAS - A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, descartou nesta sexta-feira, 23, a realização da eleição legislativa em 22 de abril, data da votação presidencial, como proposto nesta semana por políticos chavistas.

OEA pede adiamento de eleição presidencial na Venezuela

"O CNE vai avaliar para uma data posterior a (antecipação da) votação parlamentar, do conselho legislativo e das câmaras municipais. Neste momento, não estamos preparados para fazer uma votação conjunta", disse Tibisay em entrevista ao lado da presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Delcy Rodríguez. 

"Para 22 de abril a eleição que está convocada é a presidencial", ressaltou Tibisay ao explicar que o cronograma para esta votação está "extremamente avançado", o que impossibilitaria a junção com a votação para o Parlamento, "que é, tecnicamente, muito mais complexa".

A presidente do CNE ressaltou que o organismo fará uma "avaliação técnica" da ideia de adiantar a votação legislativa, feita inicialmente pelo dirigente chavista Diosdado Cabello e endossada pouco depois pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro - que propôs também o adiantamento da eleição dos órgãos legislativos dos 23 Estados e dos 335 municípios.

Aliança opositora venezuelana decide não lançar candidato contra Maduro

Tibisay informou que 15 organizações políticas habilitadas para a eleição presidencial cumpriram os trâmites junto ao CNE, o que mostra que estão dispostas a participar da votação apesar de a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) ter anunciado que não lançará um candidato por considerar a votação um "show fraudulento".

A presidente da Constituinte, órgão formando apenas por chavista e não reconhecido pela maioria dos países, disse ter certeza que Lucena e o CNE "escolherão a melhor data" para as eleições legislativas propostas pelos governistas.

De acordo com a Constituição venezuelana, a eleição para o Parlamento, controlado pela oposição desde 2015, deveria ocorrer no fim de 2020, quando a atual legislatura completaria cinco anos. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.