Polanski deve ficar detido até segunda-feira, diz Suíça

Roman Polanski permanecerá em uma prisão perto de Zurique por pelo menos mais três dias, até que haja condições de segurança para sua libertação sob fiança, afirmou hoje um funcionário suíço. O cineasta não deve começar sua prisão domiciliar até segunda-feira, pois não havia cumprido todos os requerimentos para garantir que ele permaneça em seu chalé no resort suíço de Gstaad, nos Alpes, disse um porta-voz do Ministério da Justiça.

AE-AP, Agencia Estado

27 Novembro 2009 | 11h32

O funcionário não deu detalhes, mas o diretor de 76 anos deve depositar os US$ 4,5 milhões da fiança, entregar seus documentos de identidade e utilizar um bracelete para monitoramento. Polanski não poderá deixar a casa, pois o ministério ainda está decidindo se o extradita ou não para os Estados Unidos. Ele foi condenado em Los Angeles por abuso sexual contra uma menina de 13 anos, em 1977. Autoridades norte-americanas querem sentenciá-lo, após ele passar 31 anos como fugitivo.

Polanski está na prisão da cidade de Winterthur, a 26 quilômetros a nordeste de Zurique. Ele é tratado como um detento que pode ser extraditado, com mais privilégios que um preso comum da Suíça. Um ex-detento disse que o cineasta de filmes como "O Bebê de Rosemary" e "Chinatown" está recebendo um tratamento melhor que o dos colegas.

"Por exemplo, ele pode regularmente telefonar para sua mulher ou seus advogados", contou Yussi Akram, em entrevista à Radio Top. O diretor tem ainda um botão de emergência à sua disposição, caso precise de algo. "Ele parecia bastante exausto", disse Akram. Polanski foi preso em 26 de setembro em Zurique, por haver contra ele um mandado de prisão dos EUA. O diretor receberia um prêmio na Suíça por sua carreira cinematográfica.

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