Polarizada, campanha eleitoral termina na Venezuela

Com carreatas e comícios na capital venezuelana e nas maiores cidades do interior, candidatos governistas e da oposição da Venezuela encerraram hoje a campanha para as eleições legislativas do próximo domingo, em meio a uma forte polarização e denúncias de violações da lei eleitoral e uso de recursos públicos a favor dos candidatos do governo.

AE, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 19h33

Cerca de 17,5 milhões de venezuelanos estão aptos a votar para escolher os 165 deputados da Assembleia Nacional, que atualmente está sob controle governista. "Hoje termina a campanha, mas não acaba a batalha", disse o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a partidários durante um comício que fez no Estado de Carabobo, na costa do Caribe.

Chávez fez um apelo aos seus partidários para que vençam a oposição, a qual ele definiu como "os candidatos do império ianque". "No domingo, vamos dar uma surra nesses fracotes, sem-vergonha, corruptos, vendedores da pátria e subordinados do império ianque", afirmou. Ele reiterou que lançará sua candidatura para as eleições presidenciais de 2012.

Em vários bairros de Caracas foram vistas carreatas de automóveis de integrantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que ao ritmo de tambores e levando retratos de Chávez e de candidatos governistas percorriam ruas e avenidas. A campanha eleitoral teve início em 25 de agosto.

Ramón Guillermo Aveledo, secretário-geral do bloco opositor Mesa da Unidade, reiterou hoje a denúncia de uso de recursos públicos na campanha, mas não acredita que isso pesará sobre os resultados do domingo. "Esta aqui é uma luta de Davi contra Golias e vai terminar como acabou a luta bíblica", disse Aveledo, confiante de que a oposição conquistará o controle da Assembleia.

Questionado sobre a possibilidade de Chávez, caso seja derrotado no pleito, criar um congresso paralelo, Aveledo disse que "se o presidente fizer isso, colocará de lado também a Constituição, isso seria muito grave". Segundo ele, a oposição aceitará o resultado eleitoral se ele for "transparente".

A oposição venezuelana boicotou as últimas eleições legislativas, em 2005, alegando irregularidades no processo eleitoral, o que abriu o caminho para uma fácil vitória de Chávez, que passou a controlar a Assembleia Nacional.

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