Polêmica sobre aterro em Nápoles gera confronto entre população e polícia

Residentes de comuna protestam contra criação de novo local de despejo de lixo

Efe

21 de outubro de 2010 | 11h34

Manifestantes bloquearam acesso ao aterro e atearam fogo em pneus e pilhas de lixo.

 

ROMA - Os habitantes da comuna italiana de Terzigno, na província de Nápoles, voltaram a protagonizar nesta quinta-feira, 21, confrontos contra a polícia para impedir a entrada dos caminhões de lixo no depósito existente no local.

 

Terzigno viveu uma madrugada de tensão quando um grupo de pessoas - muitas delas com o rosto escondido - lançaram pedras e rojões contra a polícia. As forças de segurança responderam com bombas de efeito moral contra os manifestantes, que contestam a possível abertura de um novo aterro no local. Duas pessoas foram detidas por algumas horas e vários manifestantes tiveram de ser atendidos por lesões.

 

Há vários dias, cerca de mil de habitantes de Terzigno, sobretudo mulheres e crianças, se concentram diante do aterro da comuna para protestar contra o uso do aterro já existente contra a possível abertura de um novo na região. Nesta manhã, os manifestantes voltaram a bloquear a entrada de um grupo de caminhões que tentavam descarregar o lixo.

 

Os moradores de Terzigno alegam que a presença do depósito de lixo está causando problemas de saúde na população, que poderiam se agravar com a eventual abertura de um novo aterro - que, segundo a imprensa italiana, seria o maior da Europa.

 

Na madrugada da última terça-feira, seis pessoas ficaram feridas, dois caminhões foram incendiados e outros 15 danificados durante os enfrentamentos entre as forças da ordem e os manifestantes.

 

A paralisação da atividade do despejo está afetando a coleta de lixo em toda a província de Nápoles, onde começam a acumular montanhas de resíduos. A rejeição dos cidadãos à abertura de novos aterros já provocou em 2008 uma grave crise com milhares de toneladas de lixo sem recolher em Nápoles.

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