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Polêmica sobre candidato egípcio marca eleição da Unesco

Ministro da Cultura do Egito foi acusado de antissemitismo e censura por afirmar que queimaria livros judaicos

Reuters,

17 de setembro de 2009 | 14h12

A primeira rodada de votações para a diretoria geral da Unesco, braço cultural da ONU, começou nesta quinta-feira, 17, com acusações de antissemitismo e de censura ao ministro egípcio da Cultura, Farouk Hosni. O candidato provocou polêmica por suas declarações passadas de que queimaria livros israelenses.

 

A candidatura do egípcio para a Unesco causou a ira de intelectuais franceses e organizações judaicas, que receberam o apoio de ativistas pela liberdade de imprensa antes da primeira rodada de votações.

 

Hosni já pediu desculpas neste ano pelos comentários realizados no ano passado, e alguns ativistas proeminentes como o caçador de nazistas Serge Klarsferd afirmaram ter aceitado as desculpas. Mas outros ativistas acusam Hosni de favorecer a censura e violar a liberdade de imprensa no Egito, e pressionam membros da Unesco a não votar nele.

 

"Vamos queimar esse livros; se houver algum, eu mesmo vou queimá-lo diante de vocês", disse Hosni a um membro do Parlamento que o perguntou sobre a presença de livros israelenses em bibliotecas egípcias no ano passado.

 

"Hosni é ministro da Cultura de um país que não respeita a liberdade de expressão, especialmente a liberdade de expressão na internet", disse à Reuters Jean-François Julliard, secretário-geral da organização Repórteres Sem Fronteiras.

 

A França tem apoiado o Egito, mas outros países europeus como a Alemanha evitaram tomar partido. Fontes diplomáticas afirmam que a polêmica pode levá-las a votar na candidata austríaca, Benita Ferrero-Waldner. Avalia-se que os EUA trabalham nos bastidores para evitar a vitória de Hosni.

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