Polícia abandona área onde buscava corpo de Madeleine

Autoridades confirmam que informação enviada para jornal holandês era falsa

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

A Polícia portuguesa abandonou nesta sexta-feira, 15, o local onde buscava o corpo de Madeleine McCann e retirou a fita de isolamento que manteve durante quatro horas ao redor de uma área de vários quilômetros na qual, segundo um jornal holandês, estaria enterrada a menina. As autoridades ainda não deram informações sobre os resultados da investigação no local, de onde saíram os vários efetivos da Guarda Nacional Republicana que impediam o acesso de jornalistas e curiosos às vias da região. As autoridades portuguesas tinham dado pouco crédito à carta anônima enviada ao jornal com um mapa indicando onde estaria o corpo da menina britânica, de 4 anos, mas decidiram fazer buscas no local para comprovar sua veracidade. A Polícia já tinha inspecionado de forma superficial o local nas últimas 48 horas. A área fica próxima à localidade de Odeaxere, na qual a carta enviada ao jornal De Telegraaf indica que Madeleine poderia estar enterrada. A área está a 15 quilômetros do hotel de Praia da Luz, na turística região do Algarve, onde Madeleine foi seqüestrada, no dia 3 de maio. Seus pais ainda estão no hotel. Os McCann criticaram a atitude "insensível e cruel" do jornal por dar publicidade ao anônimo antes de uma investigação mais profunda. O jornal de Amsterdã enviou dois jornalistas a Portugal, e, após recorrer o local marcado no mapa, que não foi publicado, só encontraram uma toalha cuja relação com o caso é desconhecida. Segundo o jornal, a carta provavelmente foi enviada pela mesma pessoa que indicou, no ano passado o local onde foram encontrados os corpos de duas meninas seqüestradas, Nathalie Mahy, de 10 anos, e Stacy Lemmens, de 7, na Bélgica.

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