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Polícia abre fogo contra monges e dois manifestantes morrem

Religioso e camponês são mortos em repressão a ato pelo Tibete; China afirma que 381 já se renderam

Agências internacionais,

24 de março de 2008 | 14h29

Centenas de monges, freiras e manifestantes tibetanos que tentavam realizar um ato contra o governo chinês para pedir o retorno do dalai-lama ao Tibete foram reprimidos por policiais, que abriram fogo para dispersar a multidão nesta segunda-feira, 24. Segundo o jornal britânico The Times, testemunhas afirmaram que duas pessoas, um monge e um camponês, foram mortos a tiros enquanto mais de dez pessoas foram feridas. Veja também: Entenda os protestos no Tibete China condena ativista a 5 anos de prisão  Governo exilado diz que 130 foram mortos  Conflito rouba a cena na cerimônia da tocha  Autoridades chinesas confirmaram nesta segunda-feira, 24, que um policial foi morto e vários foram feridos durante os protestos na província tibetana de Sichuan. Segundo a agência estatal de notícias, 381 pessoas que participaram dos distúrbios na região se entregaram às autoridades. Por volta do meio dia desta segunda, os 381 envolvidos nas manifestações da semana passada se entregaram voluntariamente, assegura o comunicado do governo chinês.  O protesto começou por volta das 16 horas (horário local) e cerca de 200 pessoas participavam da marcha pelos santuários em Luhuo aos gritos de "Vida longa ao dalai-lama" e "o Tibete pertence aos tibetanos". Ao se aproximarem do prédio da administração do governo local, policiais armados repreenderam o ato e chegaram a abrir fogo. Repressão no Nepal A polícia do Nepal dissolveu nesta segunda-feira mais um protesto contra a China realizado por exilados tibetanos em Katmandu. Cerca de 250 manifestantes foram presos. Testemunhas contaram que policiais com escudos plásticos arrastavam os manifestantes para vans e caminhões com grades, e que alguns ativistas ficaram feridos. "Nós os detivemos muito cordialmente por obstruírem a rua", disse o delegado Pashupati Upadhyaya. A passeata foi contida quando se dirigia à sede local da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem forte esquema de segurança. Os protestos dos exilados no Nepal ocorrem quase diariamente. Na semana passada, a ONU pediu ao governo nepalês que respeitasse a liberdade de expressão e reunião dos manifestantes. Há mais de 20 mil exilados tibetanos no Nepal, onde se refugiaram depois da rebelião de 1959 contra o domínio chinês. Eles são proibidos de organizar atividades políticas. No dia 10 de março, houve uma manifestação em Lhasa, capital do Tibet, alusiva aos 49 anos da rebelião, o que deu origem a distúrbios reprimidos com dureza pelo regime, dias depois. Desde então, as manifestações contra o domínio chinês se espalharam para outras regiões com população tibetana na China, com incidentes violentos. Fora da China, também há protestos freqüentes de tibetanos e simpatizantes.

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