Polícia acha 26 corpos em Guadalajara

Cadáveres foram abandonados em três veículos na região mais movimentada da cidade mexicana

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2011 | 03h05

Pelo menos 26 corpos foram encontrados pela polícia mexicana em três veículos abandonados na cidade de Guadalajara, que foi sede dos Jogos Pan-Americanos em outubro. As vítimas estavam amordaçadas, com as mãos amarradas. Dentro de um dos veículos foi encontrada uma manta assinada pelo cartel Los Zetas. Uma mensagem de uma organização criminosa foi deixada com os corpos, mas o conteúdo não foi revelado.

As caminhonetes estavam estacionadas nos arredores dos Arcos do Milênio, um dos lugares mais famosos e frequentados da cidade. Os carros foram encontrados depois de telefonemas anônimos para bases policiais no início da manhã. Segundo a mídia local, um dos carros estava a 500 metros do auditório onde será realizada, a partir de sábado, a Feira Internacional do Livro de Guadalajara, da qual participam todos os anos célebres escritores e intelectuais. A cidade ainda é sede, até domingo, dos Jogos Parapan-Americanos.

Guadalajara é o cenário de uma guerra entre o cartel de Sinaloa, dirigido por Joaquín "El Chapo" Guzmán, e o violento grupo Los Zetas - envolvendo outras organizações criminosas. A região ainda sofre com a presença dos cartéis La Familia Michoacana e dos Cavaleiros Templários. Nos últimos meses, a cidade não havia registrado assassinatos em massa, decapitações ou grandes tiroteios.

Os cadáveres foram encontrados em Guadalajara na quarta-feira, um dia depois de a polícia ter encontrado outros 17 homens mortos a tiros e carbonizados também em caçambas de duas picapes incendiadas em Culiacán, no Estado de Sinaloa. Ainda não se sabe se os dois incidentes estão relacionados.

Em setembro, no Estado de Veracruz, na costa do Golfo do México, homens armados deixaram 35 cadáveres em uma importante avenida da cidade, em plena luz do dia. O grupo conhecido como "Matazetas" assumiu a responsabilidade pelo massacre. / AP, AFP e REUTERS

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