Polícia acredita que atirador tenha morrido

Após troca de tiros, corpo de suspeito de matar policiais foi encontrado em cabana usada como esconderijo

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2013 | 02h04

Autoridades americanas celebraram ontem o fim de uma das maiores perseguições da história dos EUA, mesmo sem ter certeza absoluta da identidade do fugitivo. Há indícios de que o corpo encontrado em uma cabana queimada no sul da Califórnia seja de Christopher Dorner, o ex-policial que há uma semana declarou guerra contra a polícia americana para vingar sua demissão em 2008.

O suspeito morreu no incêndio em uma cabana utilizada como esconderijo depois de uma troca de tiros com policiais. A carteira de habilitação de Dorner foi encontrada no lugar.

"Estamos todos respirando aliviados. Acreditamos que este seja o corpo de Christopher Dorner, embora não tenhamos certeza", disse o prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa. A decisão da polícia de afastar Dorner há cinco anos se deveu a ele ter mentido sobre um colega de trabalho que, segundo ele, teria agredido um mendigo.

O cerco ao homem que as autoridades acreditam ser Dorner parou os Estados Unidos na noite de terça. Canais de TV transmitiram por horas ao vivo a caçada e apenas interromperam no momento em que o presidente Barack Obama começou a fazer o seu discurso do Estado da União - as redes não exibiram o tradicional cerimonial antes da entrada do líder americano e se concentraram no atirador.

Perseguição. Nas últimas semanas, Dorner começou uma série de ataques contra policiais e seus parentes. Segundo autoridades, ele matou a filha de um outro ex-policial - supostamente envolvido na demissão de Dorner - e o noivo dela. Em um manifesto publicado na internet, o suspeito culpava o ex-colega por seu desligamento da corporação e declarava guerra às forças de segurança americanas. Caso o corpo encontrado ontem seja mesmo de Dorner, a caçada seria concluída com quatro baixas - um guarda foi morto no cerco de ontem.

Depois de fazer suas as primeiras vítimas, Dorner se refugiou nas montanhas da Floresta Nacional de San Bernardino, a cerca de 100 quilômetros de Los Angeles. Ontem, duas faxineiras chegaram à cabana onde um homem estava escondido. Surpreso, segundo elas, ele decidiu amarrá-las e fugiu em um carro. As duas escaparam e alertaram a polícia.

Na fuga, o suspeito bateu o carro e com uma arma roubou uma caminhonete de outro motorista, enquanto trocava tiros. O homem abandonou o veículo e correu mais uma vez para as montanhas, se refugiando na cabana. No tiroteio, o local pegou fogo. Um corpo foi encontrado dentro e as autoridades ainda esperam exames de DNA para confirmar que é o de Dorner.

Caso a identidade seja confirmada, as duas faxineiras devem receber a recompensa de US$ 1 milhão oferecida pela polícia por Dorner. / COM REUTERS

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