Horst Ossinger/dpa via AP
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Polícia acredita que homem que feriu nove pessoas com machado na Alemanha tem esquizofrenia

Suspeito de 36 anos é natural do Kosovo e chegou ao país em 1992; forças de segurança revistaram sua casa, onde encontraram um documento com o diagnóstico médico e remédios para a doença

O Estado de S.Paulo

10 de março de 2017 | 12h55

BERLIM - A polícia da Alemanha informou nesta sexta-feira, 10, que o homem que feriu nove pessoas com um machado, algumas gravemente, na estação central de trem da cidade de Dusseldorf é um doente mental.

Ele não tinha antecedentes, mas era conhecido pela polícia, que sabia de seus problemas mentais em razão de um incidente registrado em 2015. As forças de segurança revistaram sua casa, onde encontraram um certificado médico com o diagnóstico de esquizofrenia e remédios para a doença.

O suspeito tem 36 anos, é natural do Kosovo e morador de Wuppertal, cidade do oeste alemão. Chegou ao país como solicitante de asilo em 1992, com uma permissão de residência por razões humanitárias.

Segundo a reconstrução dos fatos, na quinta-feira 6 o homem desceu na plataforma da estação e começou a agredir pelas costas com um machado vários passageiros. Ele tentou voltar ao vagão, mas o motorista fechou as portas, evitando ainda mais ataques. O agressor então avançou pela plataforma da estação e entrou no edifício principal do local, agredindo mais pessoas. Depois, fugiu da estação e saltou de uma ponte próxima, ferindo-se seriamente. Ele foi preso e está hospitalizado.

Diante da possibilidade de que se tratasse de um ato terrorista, diferentes corpos policiais enviaram soldados disponíveis à estação, que não demoraram a descartar essa possibilidade e determinar que o homem detido havia atuado sozinho.

Na noite de quinta-feira, o irmão do agressor foi à polícia informar sobre seu desaparecimento e alertar que ele havia comprado um machado porque se sentia ameaçado e perseguido.

A polícia informou que as vítimas com ferimentos graves se encontram estáveis. Um porta-voz policial afirmou que a corporação não está descrevendo a agressão como um "surto" ou "terrorismo".

A Promotoria tem a intenção de acusar o suspeito de nove tentativas de assassinato e explicou que ele provavelmente ingressará em um hospital prisional após ser julgado. / REUTERS e EFE

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