WBNS/AP
WBNS/AP

Atriz pornô que diz ter tido caso com Trump é solta após polícia admitir erro

Acusações contra Stephanie Clifford foram retiradas depois que procuradores disseram que a lei de Ohio contra contatos físicos entre dançarinas e clientes se aplica apenas a quem se apresenta 'regularmente' em um clube, o que não era o caso

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2018 | 03h22
Atualizado 13 Julho 2018 | 07h20

COLUMBUS, EUA - As acusações contra a atriz pornô Stephanie Clifford - conhecida na indústria como Stormy Daniels - foram retiradas na quinta-feira, 12, depois que seu advogado denunciou uma "armação com motivações políticas". Ela foi presa em um clube de strip-tease localizado em Columbus, Ohio, por ter permitido que um cliente a tocasse durante a apresentação, ato proibido em muitos Estados do país. Stephanie ganhou popularidade ao alegar que teve um caso amoroso com o presidente americano, Donald Trump, e atualmente trava uma batalha judicial contra ele.

+ Atriz pornô que diz ter tido caso com Trump é presa nos EUA

+ Atriz pornô que diz ter tido caso com Trump ganha dia em sua homenagem

Segundo o registro do incidente, publicado em um veículo de imprensa local, dois agentes da polícia e um oficial abordaram Stephanie - que estava de topless - no palco, depois que ela "usou seus seios nus para bater nos clientes" e "tocou os seios de clientes mulheres". Ela também teria colocado os seios no rosto de um dos policiais. 

+ Trump revela formalmente reembolso a advogado que pagou atriz pornô

+ Empresa de fachada de advogado de Trump recebeu US$ 4,4 milhões

A lei de Ohio proíbe que clientes toquem uma dançarina nua ou seminua em um clube. A atriz foi libertada sob fiança ainda quinta-feira. O advogado de Stephanie, Michael Avenatti, agradeceu em sua conta no Twitter aos promotores por seu "profissionalismo". 

O Estado de Ohio desconsiderou o caso porque "não tinha uma causa provável para proceder com nenhuma das três acusações estabelecidas na ação", segundo os documentos escaneados da Corte, que Avenatti publicou nas redes sociais.

Os procuradores disseram que as acusações foram retiradas porque a lei de Ohio contra contatos físicos entre dançarinas e clientes se aplica apenas a quem se apresenta “regularmente” em um clube. No caso de Stephanie, foi sua primeira passagem pelo local.

A chefe da Polícia de Columbus, Kim Jacobs, afirmou que “um elemento da lei foi esquecido por engano”. “Um erro foi cometido e eu assumo total responsabilidade.”

Kim ressaltou ainda que as motivações dos agentes serão analisadas internamente. Sem fornecer mais detalhes, ela mencionou as “alegações infundadas” que circularam nas redes sociais sobre o que teria levado os policiais a prenderem a atriz.

Avenatti pediu uma investigação sobre a prisão de Stephanie e disse que alguns dos agentes tinham páginas “muito pró-Trump” em redes sociais. O advogado publicou no Twitter o que alegou serem fotos de um perfil no Facebook de um dos policiais com um pseudônimo e pediu ajuda de seus seguidores para confirmar a informação.

Mais cedo, o advogado garantiu que agentes disfarçados pediram a Stephanie que os tocasse. "Sem que ela soubesse, a Polícia montou uma operação nesse clube", disse ele à emissora MSNBC. "Durante sua apresentação, os policiais perguntaram se podiam colocar seu rosto entre seus seios, e ela disse que sim.” / AFP e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.