Polícia afegã mata cinco suspeitos e impede atentado

Forças de segurança do Afeganistão mataram hoje, no leste afegão, cinco homens armados vestindo roupas carregadas com explosivos. Os suspeitos foram mortos enquanto tentavam entrar em prédios do governo e em um bazar, segundo autoridades.

AE, Agencia Estado

15 de março de 2010 | 12h53

Os militantes afegãos têm realizado ataques suicidas coordenados, na tentativa de desestabilizar o governo apoiado pelo Ocidente. No mais recente deles, 35 pessoas, incluindo policiais e civis, foram mortos no sábado em múltiplos atentados suicidas em Kandahar, no sul do país, berço do Taleban.

O ataque frustrado, hoje, ocorreria na cidade de Barmal, na fronteira com o Paquistão, na província afegã de Paktika. Aparentemente, a intenção dos agressores era realizar um ataque com vários alvos simultâneos, segundo o Ministério do Interior. "Os suicidas, que estavam armados com diferentes tipos de armas foram mortos antes de atingir seus alvos", afirmou a pasta em comunicado.

O Taleban reivindicou o ataque de sábado em Kandahar. Segundo o grupo, trata-se de uma resposta preventiva aos planos liderados pelos militares dos Estados Unidos de realizar uma ofensiva contra os militantes na província.

Já está em andamento uma grande campanha militar na vizinha província de Helmand. Essa ação servirá de modelo para a estratégia a ser adotada em Kandahar em alguns meses, segundo estrategistas militares.

O Taleban realiza uma insurgência contra o governo afegão desde que seu domínio do país foi interrompido pela invasão liderada pelos EUA, em 2001. Há cerca de 120 mil tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e dos EUA no Afeganistão.

A Otan informou hoje que um soldado foi morto ontem em um acidente com seu veículo. Com isso, subiu para 123 o número de militares estrangeiros mortos no Afeganistão este ano, segundo levantamento do site independente icasualties.org. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Afeganistãopolíciaatentado

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.