Polícia ainda enfrenta terroristas em dois locais em Mumbai

Soldados tentam libertar reféns em Centro Judaico e em hotel onde um único radical ainda não se entregou

Redação com agencias internacionais

28 de novembro de 2008 | 11h18

Unidades de elite da Guarda Nacional de Segurança da Índia ainda enfrentam terroristas que mantêm reféns em dois locais sitiados em Mumbai desde a série de ataques de quarta-feira, que até agora deixou 143 mortos e ao menos 300 feridos. Uma grande explosão foi ouvida nesta sexta-feira, 28, no centro judaico Nariman House, onde ao menos três homens armados mantêm seis pessoas reféns. No hotel Taj Mahal, no qual a situação estava controlada, segundo a polícia, um terrorista ainda mantém duas pessoas em cárcere privado. Nesta manhã, novos tiros e explosões também foram ouvidos no local. Veja também: Polícia indiana controla hotel Oberoi e liberta 93 reféns  Um dos terroristas presos é paquistanês, diz Índia Falando como presidente, Obama condena atentados na Índia Reunião de trabalho 'salva' brasileiro de atentados Ligação da Al-Qaeda com ataques na Índia é improvável Assista ao vídeo com cenas dos ataques  Imagens de Mumbai Mais cedo, as unidades de elite invadiram o hotel Oberoi, terceiro local onde terroristas do grupo radical islâmico baseado na Índia Decca Mujahedin mantinham reféns desde quarta-feira, e libertaram 93 pessoas. Dois suspeitos foram mortos pela polícia. Cerco a centro judaicoA invasão ao Nariman começou com o envio de soldados que desceram de dois helicópteros no alto do prédio. Eles tinham cobertura de cerca de 100 homens em prédios da região para fornecer cobertura a seus companheiros, segundo a agência indiana "Ians". O primeiro helicóptero chegou às 7h30 locais (meia-noite de Brasília), com seis soldados armados com fuzis Ak-47 (Kalashnikov). O segundo aparelho chegou pouco depois e outros seis repetiram a mesma operação. Antes da chegada dos comandos, foram registradas duas rodadas de disparos em um intervalo de 15 minutos. Três fortes explosões sacudiram o centro religioso. As explosões geraram uma densa fumaça branca e foram seguidas por uma troca de tiros entre soldados e os terroristas. Segundo uma fonte oficial citada pela agência indiana "Ians", os terroristas se encontram no terceiro andar do prédio, e foramcercados pelos soldados desde o telhado e dos andares mais inferiores, onde há cerca de cem membros das operações especiais. "A operação para assegurar Nariman House ainda continua Agora é só uma questão de tempo", disse o diretor-geral da Guarda de Segurança J.K. Dutt.Explosões no hotel TajNo Taj, onde a situação parecia tranqüila no final da noite de quinta-feira, as unidades de elite ainda não localizaram um seqüestrador, que estaria ferido, nos corredores do hotel. "Ele se move no escuro por dois andares", disse o tenente-general do Exército indiano N. Thamburaj. Ainda há reféns no local. "Esta manhã ouvimos a voz de uma mulher e de um homem, então pode haver mais reféns", completou o militar. De acordo com Thamburaj, os radicais conhecem o hotel melhor que os militares. Rumores em estação de tremA polícia ainda teve que desmentir rumores de que tenham acontecido tiroteios em uma estação de trem e em um banco. "Por volta das 13h (5h30, horário de Brasília) surgiram rumores sobre novos tiroteios na estação de trem Chhatrapati Shivaji Terminus (CST) e no edifício do Banco Central indiano", disse a Polícia, segundo a agência "Ians".A estação de trens foi um dos dez pontos atacados pelos terroristas na última quarta. A difusão do rumor gerou cenas de pânico entre os usuários da estação, que fugiram correndo, enquanto o serviço de trens ficou paralisado.No entanto, os agentes de segurança iniciaram uma operação de busca e não encontraram nenhum incidente de violência na estação, um emblemático ponto do centro da cidade.

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