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Polícia de Berlim prende seis por planejar ataque à meia maratona

Suspeitos estavam relacionados à Anis Amri, homem tunisiano que possui laços com militantes Islâmicos e que matou 12 pessoas em um ataque em Berlim em dezembro de 2016

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

08 Abril 2018 | 21h56

BERLIM - Seis pessoas foram detidas neste domingo pela polícia alemã sob a suspeita de planejar um ataque à meia maratona de Berlim. Nenhum atleta ou visitante terminou em perigo, disse um porta-voz.

“Havia indicações isoladas que esses detidos, com idade entre 18 e 21 anos, estavam se preparando para um crime com conexão com este evento (a meia maratona)”, informaram policiais e promotores num comunicado.

Inicialmente, o diário alemão Die Welt disse que a polícia havia frustrado um ataque a facas contra atletas e o público, estimado pela organização em cerca de 250 mil pessoas.

O Die Welt afirmou que os suspeitos estavam relacionados a Anis Amri, homem tunisiano que possui laços com militantes islâmicos e que matou 12 pessoas em um ataque em Berlim em dezembro de 2016, quando sequestrou um caminhão e dirigiu contra uma multidão.

O porta-voz da polícia alemã Thomas Neuendorf disse à rede local RBB que a evidência de um viável e iminente ataque não estava confirmada. “Havia vagas indicações disso, mas, devido ao alto nível de ameaça, começamos imediatamente as buscas e detenções”, disse ele. “Mas no momento não há realmente indicações concretas de que o ataque à meia maratona estava em curso.”

Em sua reportagem sem fontes, o Die Welt afirmou que Amri planejava esfaquear até a morte espectadores e corredores e que o suspeito tinha em sua posse duas facas especialmente afiadas para este fim. O jornal alemão disse ainda que em uma das buscas da polícia em apartamentos da cidade, cachorros treinados para achar explosivos latiram quando foram levados ao porão.

Celulares e computadores confiscados com os suspeitos estavam ainda sendo examinados, informou  Neuendorf. Segundo ele, as investigações estavam centradas em pessoas com associação a militantes islâmicos. Segundo agência local, o evento estava sendo observado  por 630 policiais. / AP e REUTERS

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