Polícia ameaça deter manifestantes em Hong Kong

A polícia de Hong Kong disse que deterá os manifestantes que tentarem invadir prédios governamentais da região, após os ativistas ameaçarem bloquear as entradas de mais edifícios oficiais.

AE, Estadão Conteúdo

02 de outubro de 2014 | 07h57

O superintendente chefe da polícia de Hong Kong, Steve Hui, afirmou que os agentes de segurança vão tomar medidas "decisivas" para restaurar a ordem, se os manifestantes concretizarem a ameaça. "A polícia vai ter recursos humanos suficientes para lidar com cada situação", disse.

Os ativistas e a polícia ficaram frente a frente nas proximidades do escritório do executivo-chefe Leung Chun-ying, no distrito de Admiralty, que fica ao lado dos edifícios do governo central. A polícia foi vista com equipamento antimotim, enquanto manifestantes liderados por estudantes bloqueavam a entrada de uma van no complexo do governo.

Alguns ativistas - irritados com a decisão de Pequim de aumentar o poder político em Hong Kong - dizem que estão se preparando para cercar mais escritórios do governo e realizar piquetes do lado de fora dos edifícios, se o prazo de meia-noite (horário local) passar sem nenhuma resposta.

Organizadores do movimento Federação de Estudantes de Hong Kong, um dos principais grupos de jovens nas ruas, reiterou a ameaça de escalar os protestos se Leung não renunciar até o final do dia. Os organizadores disseram que iriam cercar mais prédios do governo e tentar bloquear a entrada de funcionários.

Em outro sinal de tensão, o principal jornal do Partido Comunista da China advertiu que a situação em Hong Kong poderia aumentar, se os manifestantes não foram colocados sob controle.

Mas, na quinta-feira, os ativistas mostraram poucos sinais de que recuariam e continuaram a pedir a renúncia de Leung. Autoridades do governo já disseram que ele não vai entregar o cargo por causa da ameaça de protesto. Eles também colocaram a responsabilidade de encontrar uma solução para o impasse diretamente nas costas dos manifestantes, alegando que os ativistas ainda não aceitaram um convite para se encontrar.

"Já abrimos a porta. Cabe agora a eles", disse um alto funcionário do Hong Kong na quinta-feira, referindo-se aos manifestantes.

Mais cedo, nesta quinta-feira, alguns manifestantes do lado de fora do complexo do governo central em Hong Kong disseram que o plano era impedir que Leung fosse trabalhar na sexta-feira, quando os funcionários voltam de um feriado de dois dias.

"Queremos evitar que Leung venha trabalhar para que ele fale com a gente e explique por que a polícia usou gás lacrimogêneo", disse o recém-formado Ho Kit Ming, de 23 anos, que estava sentado na beira de uma cerca perto da prédio do governo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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