AFP PHOTO / US NAVY / Patrick NICHOLS
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Polícia americana investiga se saudita que matou três agiu sozinho

Segundo New York Times, atirador que foi morto pode ter sido ajudado por cúmplices

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2019 | 04h58

NOVA YORK - A polícia dos EUA investiga se o saudita que matou três pessoas na sexta-feira, 6, em um tiroteio em uma base militar na Flórida, onde recebeu treinamento, agiu sozinho ou teve cúmplices.

"Vamos esclarecer isso", disse o presidente dos EUA, Donald Trump. "Tentamos descobrir o que aconteceu, seja uma pessoa ou várias."

Segundo o New York Times, que cita uma fonte anônima, seis cidadãos sauditas foram interrogados no local do ataque, incluindo dois que filmaram o ataque.

O jornal acrescenta que o atirador mostrou vídeos de tiroteios em massa durante uma festa realizada na noite de quinta-feira, segundo uma fonte bem informada sobre a investigação.

Uma autoridade dos EUA ouvida pelo The New York Times disse que o atirador não tem vínculos com nenhum grupo terrorista.

"Os motivos dele ainda são desconhecidos", disse no Twitter o escritório da polícia federal dos EUA (FBI) em Jacksonville, que investiga o caso junto a uma unidade antiterrorista especializada.

Antes de seu ataque, ele twittou mensagens hostis para os Estados Unidos, informou o grupo de monitoramento do movimento jihadista SITE.

"Sou contra o mal e os Estados Unidos se tornaram uma nação inteira do mal", escreveu o agressor, que o SITE identificou como Mohamed al Shamrani.

De acordo com a mídia norte-americana, os investigadores tentam verificar se o autor do ataque realmente publicou essas mensagens, citando o saudita Osama bin Laden, ex-líder do grupo jihadista Al-Qaeda, morto por militares dos EUA em 2011.

Quinze dos 19 pilotos que desviaram aviões e mataram cerca de 3.000 pessoas nos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos eram sauditas./ AFP

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