Polícia anuncia prisão de sete suspeitos de morte de ex-miss Venezuela

Morte de ex-miss e atriz aproximou chavismo e oposição em discussão sobre violência urbana

O Estado de S. Paulo,

09 de janeiro de 2014 | 16h06

CARACAS -  O Ministério Público da Venezuela apresentou nesta quinta-feira, 9,  sete suspeitos da morte da ex-miss Mónica Spear e seu marido, Henry Berry, vítimas de um latrocínio que chocou o país nos últimos dias e provocou até um raro gesto cordial entre o presidente Nicolás Maduro e o líder da oposição Henrique Capriles. Entre os suspeitos estão dois menores de idade e uma mulher. Eles compareceram ontem a uma audiência em Puerto Cabello, no Estado de Carabobo.

Os suspeitos maiores de idade foram identificados como Jean Carlos Colina Alcalá, Alejandro Maldonado Pérez, Adolfo Rico Agreda, Leonar Marcano Lugo e Eva Armas Mejías. Durante a apreensão, foram apreendidos diversos objetos roubados no crime, entre eles uma câmera fotográfica da atriz.

Mónica, o marido e a filha de cinco anos - que sobreviveu ao tiroteio, voltavam de uma viagem de férias quando foram abordados por criminosos na estrada. Eles abriram fogo contra o veículo e roubaram dinheiros e objetos de valor.

Maduro disse acreditar que o crime foi fruto da ação de “capangas” e prometeu perseguir os responsáveis “com mão de ferro”. “Ninguém pode ficar de braços cruzados. O que aconteceu chocou todos nós e é apenas um de diversos atos violentos dos últimos 15 dias”, disse Maduro em uma reunião de emergência com governadores chavistas e da oposição.

Trégua. Na reunião, o presidente trocou um raro aperto de mão com o líder da oposição, Henrique Capriles, que no dia do crime já tinha pedido “um pacto nacional” contra a violência urbano. Capriles não reconhece a derrota por 1,5 ponto porcentual para Maduro nas eleições presidenciais do ano passado, convocadas após a morte do presidente Hugo Chávez. / EFE

Rivais trocaram cumprimento raro no Palácio de Miraflores. Foto: Divulgação/ Palácio de Miraflores / AP

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