Polícia argentina dispersa manifestação contra o FMI

A polícia argentina usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes que protestavam contra a visita do diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato, ao país. A Argentina é o terceiro maior devedor do Fundo. Tropas de choque com cacetetes e escudos montavam guarda do lado de fora do palácio presidencial, onde Rato deverá se reunir com o presidente Nestor Kirchner. Os manifestantes, esquerdistas e os desempregados conhecidos como "piqueteiros", vêm realizando protestos quase diários, incluindo bloqueio de estradas e de repartições públicas, exigindo a libertação do líder "piqueteiro" preso e contra a presença de Rato no país.Alguns manifestantes atiraram pedras contra a polícia, que reagiu com gás lacrimogêneo. Um canhão de água circulava a praça em frente ao palácio, abrindo espaço em meio à multidão. Não há notícias de feridos.Muitos argentinos, que no passado desfrutavam do mais alto padrão de vida da América do Sul, culpam as políticas do FMI que levaram o país ao calote da vívida e à brutal desvalorização do peso. Mais cedo, uma bomba caseira explodiu do lado de fora de um banco, quebrando janelas mas sem deixar feridos. A detonação espalhou panfletos com os dizeres "Não ao pagamento da dívida ilegítima!". Um explosivo semelhante foi desativado num McDonald´s, segundo a polícia.

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