Polícia Armênia age contra oposicionistas e deixa um morto

O líder da oposição e ex-presidente da Armênia, Levon Ter-Petrosian, foi obrigado a ir para casa à força

EFE

01 de março de 2008 | 06h10

A Polícia armênia dissolveu violentamente nesta madrugada uma concentração opositora no centro da capital Yerevan e pelo menos uma pessoa morreu. Segundo testemunhas, na zona da praça da Ópera, onde desde o dia 19 de fevereiro a oposição se manifesta em rejeição aos resultados das eleições presidenciais, podem ser vistas manchas de sangue. O líder da oposição e ex-presidente da Armênia, Levon Ter-Petrosian, foi obrigado a ir para casa à força, cercada por um duplo cordão de soldados antidistúrbios. Esta madrugada a Polícia cercou a praça da Ópera, onde desde o dia 19 de fevereiro a oposição se manifestava em rejeição aos resultados das eleições presidenciais, e ordenou evacuar o local. Horas depois, destacamentos antidistúrbios atacaram cerca de 7.000 manifestantes reunidos na praça e iniciaram o desmantelamento de várias dezenas de tendas de campanha que tinham sido montadas para reivindicar uma nova votação e a possibilidade para seus líderes de se dirigir ao país pela televisão. O presidente armênio, Robert Kocharian, advertiu ontem que recorrerá à força se a oposição não parar com as"manifestações não autorizadas". A região continua totalmente cercada pelos destacamentos policiais, que interromperam totalmente o tráfego no centro de Yerevan.

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