Polícia atira contra mineiros em greve na África do Sul

A polícia sul-africana abriu fogo contra uma multidão de mineiros em greve, ferindo um número desconhecido de pessoas e matando outras. Cadáveres caídos, envoltos por poças de sangue, podem ser vistos na mina de platina onde acontecem os protestos.

AE, Agência Estado

16 de agosto de 2012 | 12h33

A polícia entrou em ação contra os trabalhadores que reuniram-se perto da mina Lonmin PLC na tarde desta quinta-feira (horário local). A televisão local levou ao ar imagens dos cadáveres e o som dos disparos. O porta-voz das forças de segurança, Dennis Adriao, não quis comentar.

O vice-presidente da Lonmin disse apenas que "é uma operação policial". A empresa é a terceira maior produtora de platina do mundo. Em comunicado divulgado no início desta quinta-feira, a Lonmin afirmou que os trabalhadores seriam atacados se não retornassem a seus postos. "Os grevistas continuam armados e longe do trabalho. Isso é ilegal."

Os distúrbios na mina começaram em 10 de agosto, quando 3 mil mineiros pararam de trabalhar. No domingo, dois guardas foram mortos pela multidão, que colocou fogo em seu carro. Na segunda-feira, os manifestantes mataram outros dois trabalhadores e dois policiais. Os oficiais responderam mataram três grevistas. As informações são da Associated Press.

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