Thibault Camus/AP
Thibault Camus/AP

Homem é morto pela polícia em terminal de aeroporto de Paris

Militares reagiram a tiros quando Zyed B., de 39 anos, agrediu uma soldado e tentou apoderar-se de seu fuzil

Andrei Netto, CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2017 | 05h32
Atualizado 18 de março de 2017 | 15h53

PARIS - Um homem morreu na manhã deste sábado, 18, abatido a tiros por militares no interior do Aeroporto Internacional de Paris-Orly, na França. O caso aconteceu instantes depois que o homem, que tinha nove passagens pela polícia, agrediu e tentou desarmar uma soldado enquanto ela fazia a segurança do terminal Sul. O episódio provocou pânico no interior do prédio, que foi esvaziado, paralisando o tráfego aéreo no aeroporto ao longo de todo o dia. 

Mais de três mil pessoas estavam em Orly no momento do ocorrido, por volta de 8h30. Mas o episódio começou quase duas horas antes. Por volta de 6h50, Zyed B., de 39 anos, foi parado pela polícia para verificação de identidade na cidade de Garges-lès-Gonesses, 55 quilômetros ao norte de Paris. No momento da interpelação, ele sacou uma pistola e feriu de forma superficial uma policial, fugindo do local. Ele então roubou um automóvel nas imediações, abandonando-o na cidade de Vitry-sur-Seine, a 38 quilômetros do ponto original, onde ele ameaçou pessoas em um estabelecimento comercial.

Sua aparição seguinte foi no saguão do aeroporto, onde ele agrediu a militar e tentou se apoderar do fuzil de guerra usado no policiamento de locais com risco de atentados terroristas. "Ela conseguiu segurar (o fuzil), mas seus dois colegas julgaram necessário, com razão, abrir fogo para protegê-la e sobretudo proteger o público que estava ao redor", afirmou o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian. 

Embora o início da ação tenha relação com crime de direito comum, o Ministério Público Antiterrorismo foi encarregado da abertura de uma investigação. Segundo informações da polícia, Zyed B. tinha passagens pela polícia por casos de tráfico de drogas e roubo agravado, mas não era objeto de uma "ficha S", como é chamado o procedimento de investigação de pessoas suspeitas de terrorismo e elencadas no Fichário de Indicações para a Prevenção da Radicalização de Caráter Terrorista (FSPRT). Essa iniciativa foi tomada porque em novembro de 2015 a polícia chegou a investigá-lo brevemente por suspeitas de envolvimento com grupos radicais islâmicos, antes de abandonar o caso. 

Durante toda a manhã, agentes de forças especiais vasculharam as dependências do aeroporto em busca de eventuais explosivos ou armamentos, mas nada foi encontrado. O tráfego aéreo foi retomado ao longo da tarde de sábado.

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