Francois Mori / AP
Francois Mori / AP

Polícia belga realiza operações relacionadas aos ataques em Paris

Procurador, citado pela agência 'Reuters', diz que há um preso; um dos terroristas que atacaram a França e morreram na ação morava em Bruxelas

O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2015 | 08h50

BRUXELAS - A polícia belga realizou nesta quinta-feira, 19, em Bruxelas pelo menos seis operações relacionadas aos ataques em Paris, de acordo com a polícia e uma fonte do governo.

A polícia informou que uma operação ocorreu no distrito de Molenbeek, em Bruxelas, e outra no distrito vizinho de Jette. Segundo o procurador federal, citado pela Reuters, uma pessoa foi presa, mas ainda não há detalhes.

A fonte do governo se recusou a dar mais detalhes ou comentar sobre um relato de que as operações tinham ligação com um dos homens-bomba de Paris, Bilal Hadfi, que morava na Bélgica.

Novos ataques. Nesta quinta, o chefe da Europol, organização que coordena as forças policiais dos países da União Europeia, afirmou que a Europa provavelmente sofrerá novos ataques do Estado Islâmico após os atentados de Paris. "É razoável assumir que futuros ataques são prováveis", disse Rob Wainwright a parlamentares durante audiência no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

A audiência ocorre na véspera de um encontro extraordinário de ministros do Interior e da Justiça da UE para discutir novas medidas de segurança após os ataques da semana passada, que deixaram 129 mortos.

Wainwright disse que as operações do EI representam "a mais séria ameaça terrorista enfrentada pela Europa em mais de 10 anos".

Combate. O primeiro-ministro da Bélgica anunciou mais recursos para combater os discursos de ódio, monitorar possíveis extremistas e aumentar os serviços de inteligência, com isso o país deverá gastar 400 milhões de euros adicionais no combate à violência do EI.

Durante discurso ao Parlamento, Michel disse que a Bélgica também adotará uma série de medidas de segurança, como a prisão de militantes que retornam da Síria e o fechamento de locais de adoração não autorizados. /REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.