Efe
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Polícia boliviana volta ao trabalho após acordo salarial

Foi decidido que os policiais terão um salário mínimo de cerca de 300 dólares

Reuters,

27 de junho de 2012 | 18h50

LA PAZ - A polícia da Bolívia pôs fim a um motim violento e voltou ao trabalho nesta quarta-feira, 27, depois de chegar a um acordo com ministros do governo e a liderança da polícia sobre as regras disciplinares e salários, satisfazendo oficiais de baixa patente que tinham rejeitado um acordo anterior.

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Dezenas de policiais foram feridos e várias delegacias foram destruídas na rebelião de cinco dias no país exportador de gás natural da América do Sul, que tem um histórico de golpes e conflitos violentos. Este foi o último de uma série de conflitos que testaram o presidente esquerdista Evo Morales, que está no meio do segundo mandato de cinco anos.

O acordo eleva o salário mínimo para os 32.000 policiais do país para cerca de 300 dólares por mês e elimina as novas e duras regras disciplinares até um esquema alternativo poder ser aprovado com a participação do baixo escalão.

"Com isso, o motim terminou. O acordo final, que foi revisto com todos os nossos membros, está assinado....Os serviços de polícia voltarão ao normal", disse a oficial Esther Corzon, uma das representantes da polícia protestando que assinou o acordo.

Morales, que muitas vezes põe a culpa dos protestos sociais sobre os rivais políticos na Bolívia, havia acusado a policiais rebeldes de tentarem desestabilizar o país. Ele prometeu evitar a repetição de um protesto da polícia em 2003, que foi reprimido pelos militares, causando dezenas de mortes.

Outro protesto

A trégua pode não durar muito. Um grupo de ativistas indígenas que marcham em direção a La Paz nos dois últimos meses deve entrar na cidade nesta quarta-feira. Eles protestam contra um plano para construir uma estrada através da Floresta Amazônica. O movimento perdeu um pouco de fôlego desde que uma marcha semelhante ocorreu no ano passado, pressionando o governo de Morales e levando-o a suspender o projeto.

No início deste mês, confrontos entre mineiros rivais eclodiram em uma mina boliviana de zinco e estanho de propriedade da gigante mundial de commodities Glencore após várias semanas de protestos. A resposta de Morales foi fazer o Estado assumir o controle das operações da mina. Isto esfriou os humores internamente, mas incomodou a Glencore devido a uma falta de compensação. 

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