Pavel Smertin/Kommersant Photo via AP-19/12/2000
Pavel Smertin/Kommersant Photo via AP-19/12/2000

Polícia britânica abre investigação por assassinato de exilado russo Gluchkov

Autópsia do corpo do empresário russo revelou que ele morreu por 'compressão no pescoço'; Nikolai Glushkov era próximo do oligarca Boris Berezovski, inimigo do Kremlin que também foi encontrado enforcado em 2013 no Reino Unido

O Estado de S.Paulo

16 Março 2018 | 14h22

LONDRES - A polícia britânica anunciou nesta sexta-feira, 16, a abertura de uma investigação por assassinato sobre a morte do exilado russo Nikolai Glushkov, cujo corpo foi encontrado na segunda-feira em sua residência em Londres.

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A necropsia de revelou que ele morreu por uma "compressão no pescoço". "Uma investigação por assassinato foi aberta após os resultados da autopsia do empresário russo de 68 anos Nikolai Glushkov", anunciou a Scotland Yard em um comunicado, indicando que a polícia antiterrorista vai liderar a investigação.

Glushkov, ex-diretor da companhia aérea russa Aeroflot era amigo de Boris Berezovski, oligarca russo considerado inimigo do presidente russo Vladimir Putin. Berezovski foi encontrado morto enforcado no banheiro de sua casa no Reino Unido em 2013.

"Neste momento, não há nada que sugira alguma relação com as tentativas de assassinato (de Serguei Skripal e sua filha, Yulia) em Salisbury nem alguma evidência de que ele foi envenenado", completou a polícia, se referindo ao ataque com agente químico contra o ex-espião, que estão internados em estado grave.

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Londres responsabilizou Putin pela tentativa de assassinato de Skripal e expulso 23 diplomatas russos, uma escalada diplomática que deve ser respondida em igual medida por Moscou.

Em razão do atentado, uma comissão parlamentar britânica solicitou que o Ministério de Interior reabra as investigações de 14 pessoas, em sua maioria, russos, mortas em situações misteriosas no Reino Unido nos últimos anos, segundo uma lista publicada pelo portal Buzzfeed.

Entre estes 14 casos, estão o de Berezovski, o do georgiano Badri Patarkatsishvili, que a Rússia acusou de ter organizado a fuga Glushkov - condenado a 8 anos de prisão por peculato quando era diretor da Aeroflot - de uma de suas prisões.

Desde que fugiu, Glushkov vivia no Reino Unido, onde recebeu asilo político. Ele foi encotrado morto na noite de segunda-feira em sua casa, em New Malden, subúrbio de Londres, e a polícia antiterrorismo assumiu imediatamente a investigação "por precaução".

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Segundo o jornal russo Kommersant, uma das filhas Glushkov afirmou que o corpo do empresário apresentava sinais de estrangulamento.

Reação

A Rússia anunciou nesta sexta a abertura de processos na Justiça do país pela tentativa de assassinato contra Yulia Skripal e pelo "assassinato" do empresário Nikolai Glushkov.

"A investigação será realizada segundo as exigências da legislação russa e as normas do direito internacional e nela participarão especialistas altamente qualificados", informou a porta-voz do Comitê de Instrução da Rússia, Svetlana Petrenko.

A porta-voz disse que "um processo criminal foi aberto pela tentativa de assassinato da cidadã russa Yulia Skripal, que foi cometido com um método perigoso para o público na cidade de Salisbury".

Além disso, Svetlana acrescentou "que foi aberto outro processo criminal pelo assassinato do cidadão russo Nikolai Glushkov em Londres". / AFP e EFE

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