EFE/ Neil Hall
EFE/ Neil Hall

Polícia britânica acredita que ex-espião russo foi envenenado em casa

Cerca de 180 soldados, incluindo alguns especializadas em agentes químicos, foram enviadas à localidade para retirar ambulâncias e demais veículos envolvidos no incidente e outros objetos

O Estado de S.Paulo

09 Março 2018 | 15h27

LONDRES  - A polícia britânica examinou nesta sexta-feira, 9, a residência do ex-coronel russo Sergei Skripal, alvo de um atentado com gás nervoso que também deixou sua filha gravemente doente, e isolou os túmulos de sua mulher e filho. A operação na casa de Salisbury, sudoeste da Inglaterra, sugere a possibilidade de que Skripal, 66 anos, e sua filha Yulia, 33, receberam no imóvel a dose de gás nervoso que os deixou gravemente feridos.

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A ministra do Interior britânica, Amber Rudd, que visitou Salisbury nesta sexta-feira, disse que ambos ainda se encontram em estado muito grave cinco dias depois de perderem a consciência.

Cerca de 180 soldados, incluindo alguns especializadas em agentes químicos, foram enviadas à localidade para retirar ambulâncias e demais veículos envolvidos no incidente e outros objetos, informaram o Ministério da Defesa e a polícia do Reino Unido.     

“O público não deveria ficar alarmado”, disse a polícia de contraterrorismo, que comanda a investigação, em um comunicado. “A assistência militar continuará de acordo com a necessidade durante esta investigação”.

O incidente lembra o caso de Alexander Litvinenko, ex-agente da KGB e crítico do presidente russo, Vladimir Putin, que morreu em Londres em 2006 depois de beber chá contaminado com o elemento radioativo polônio-210.

Skripal denunciou dezenas de agentes russos à inteligência estrangeira até ser preso pelas autoridades russas em 2004. Ele foi condenado a 13 anos de prisão em 2006, mas em 2010 recebeu refúgio no Reino Unido depois de ser trocado por espiões russos.

O Reino Unido disse que reagirá com contundência se indícios mostrarem que a Rússia está por trás da tentativa de assassinato. O Kremlin nega qualquer envolvimento no incidente e diz que uma histeria anti-Rússia está sendo atiçada pela mídia britânica./ REUTERS

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