PAUL ELLIS/AFP
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Polícia britânica busca 12 pessoas da mesma família suspeitas de se juntarem ao EI na Síria

Três irmãs viajaram com os filhos para a Arábia Saudita e, de lá, teriam voado para a Turquia e cruzado a fronteira; advogado diz que parentes estão 'preocupados' com a falta de informações

O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2015 | 09h34

LONDRES - As autoridades britânicas tentam localizar 12 membros de uma família, entre eles crianças de 3 a 15 anos, que teriam viajado para a Turquia com a intenção de atravessar a fronteira para a Síria e se unir ao Estado Islâmico (EI), informou nesta terça-feira, 16, a imprensa local.

Tratam-se de três irmãs da cidade de Bradford, no norte da Inglaterra, que viajaram com seus nove filhos para a Arábia Saudita no dia 28 de maio, mas ainda não retornaram à Grã-Bretanha, apesar de terem previsto voltar no último dia 11.

O advogado da família, Balaal Khan, disse que a principal inquietação é que as irmãs tenham viajado para a Síria. "A família está extremamente preocupada com o paradeiro destas pessoas desaparecidas e seu bem-estar", acrescentou Khan.

As três irmãs foram identificadas pela imprensa como Sugra, Zohra e Khadija Dawood, mães de nove crianças, dos quais o menor tem três anos, que tinham viajado a Medina, mas aparentemente de lá voaram para Istambul.

O advogado assinalou que as investigações indicam que dez membros do família voaram para Istambul no dia 9, embora aparentemente dois integrantes da família não tenham embarcado. "A Polícia de West Yorkshire, norte da Inglaterra, está investigando este caso e entrou em contato com as autoridades turcas. No entanto, neste momento não há progressos. A família destas pessoas desaparecidas está extremamente preocupada", acrescentou o advogado.

As autoridades britânicas manifestaram sua preocupação com o aumento de jovens que viajam à Turquia para atravessar depois para a Síria com a intenção de se somar à luta do EI. Autoridades britânica estimam que mais de 700 britânicos viajaram para a Síria, sendo uma parcela significativa para se juntar ao Estado Islâmico, que tomou grandes áreas no país e no Iraque. / EFE e REUTERS

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