Polícia britânica busca mais envolvidos em atentados

Imprensa diz que detidos integravam lista de monitoramento de suspeitos

Agencia Estado

04 Julho 2007 | 17h28

Alguns dos suspeitos detidos pela onda terrorista que acontece no Reino Unido dos últimos dias já teriam despertado a atenção da agência de segurança britânica. Investigadores também buscam, nesta quarta-feira, 4, ligações entre os oito presos e procuram novos possíveis envolvidos nos planos terroristas. As informações no banco de dados da MI5, agência de inteligência doméstica do país, não foram suficientes para alertar as autoridades dos ataques, embora tenham auxiliado na rápida identificação dos suspeitos. Não há indicações dos motivos que levaram os oito suspeitos à lista, que tem mais de 2 mil nomes. De acordo com o jornal britânico Daily Telegraph, um dos suspeitos estaria na lista do Ministério do Interior, o que significa que seu trânsito entre o Reino Unido e outros países eram monitorados. Autoridades se recusaram a divulgar mais detalhes dos acusados, inclusive a informação se eles estavam ou não em listas de monitoramento. Porém, indicaram que o plano pode ter ligações com a Al-Qaeda. Todos os oito presos até o momento em conexão com as tentativas de atentados terroristas no Reino Unido têm alguma ligação com o Serviço Nacional de Saúde. Sete homens são médicos ou estudantes de medicina, enquanto a única mulher presa pelos ataques já trabalhou como técnica de laboratório em um hospital do NHS. Ninguém ainda foi processado pelos últimos incidentes no Reino Unido. Na madrugada de sexta-feira, dois carros carregados com cilindros de gás e pregos foram encontrados em locais de grande movimento no centro de Londres. No sábado, dois homens tentaram invadir o aeroporto de Glasgow em um carro em chamas. O veículo também trazia cilindros de gás e pregos. Nenhuma das tentativas de ataque deixou vítimas. Suspeitos O último detido pelos ataques, preso na Austrália, foi identificado pela imprensa como Mohammed Hannef, de 27 anos e nacionalidade indiana. Hannef, que trabalhou para o NHS em Cheshire, no noroeste da Inglaterra, foi detido quando embarcava em um vôo só de ida rumo à Índia, no aeroporto da cidade australiana de Brisbane. "Apesar de ser de nacionalidade indiana, (o suspeito) foi contratado no Reino Unido e veio aqui com um visto de trabalhador qualificado", confirmou o ministro de Assuntos Exteriores da Austrália, Alexander Downer. Foi descoberto que o segundo ocupante do veículo utilizado para o atentado contra o aeroporto de Glasgow, doutor Bilal Talal Abdullah, nasceu na Inglaterra, onde trabalhava seu pai, também médico, embora tenha feito carreira em Bagdá. Ele é um dos dois homens que se lançou contra o terminal do aeroporto de Glasgow em um Jipe carregado com botijões de gás. Abdulla se graduou como médico em Bagdá e chegou à Escócia em 2004. Ele trabalhava no Royal Alexandra Hospital, onde está sendo tratado, sob custódia da polícia, o homem que o acompanhava no carro jogado contra a entrada principal do aeroporto. O ferido é Kahlid Ahmed, que também é médico, informaram as redes Sky News e BBC, sem divulgar sua nacionalidade. Outro suspeito de estar ligado aos atentados se chama Mohammed Asha, um neurologista de 26 anos, procedente da Jordânia. Ele foi detido sábado, em uma estrada de Cheshire, junto com sua mulher, Marwah Dana Asha, de 27 anos e ex-técnica de laboratório do NHS. Mohammed Asha, que chegou ao Reino Unido em 2005, trabalhava no Royal Shrewsbury Hospital e no Princess Royal Hospital de Teldford, no oeste da Inglaterra. Segundo a imprensa britânica, ele poderia ser o "líder" da suposta célula terrorista. Matéria ampliada às 10h40.

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