EFE/Will Oliver
EFE/Will Oliver

Polícia britânica descarta tese de terror em ataque a faca

Agressor era norueguês de origem somali que sofria de distúrbios mentais e teria agido de forma espontânea

Andrei Netto, CORRESPONDENTE / PARIS

04 Agosto 2016 | 19h41

A Scotland Yard e os serviços de inteligência do Reino Unido afastaram ontem a hipótese de que o ataque cometido por um jovem de 19 anos no metrô Russell Square, no centro de Londres, na noite de quarta-feira, tenha sido um ataque terrorista com motivações islâmicas. 

Uma americana de 60 anos morreu apunhalada e outras cinco pessoas ficaram feridas, das quais duas continuavam internadas na noite de ontem. Segundo as primeiras investigações, o agressor sofria de problemas mentais e não há indícios de que o jovem norueguês de origem somali tenha se radicalizado ou aderido ao grupo jihadista Estado Islâmico.

A pista terrorista foi a primeira evocada em Londres tão logo a informação do ataque veio à tona, mas ao longo da madrugada de ontem e de todo o dia a Scotland Yard foi afastando essa possibilidade. “Até aqui nós não encontrarmos nenhuma prova de radicalização que sugira que o homem preso agiu por um motivo terrorista”, explicou Mark Rowley, chefe adjunto de polícia encarregado do caso. Ainda de acordo com as investigações, o agressor agiu de forma espontânea e escolheu suas vítimas ao acaso.

“Todo o trabalho que realizamos até aqui mostra que este trágico incidente foi detonado por problemas mentais”, frisou Rowley, mencionando os depoimentos de parentes e testemunhas ouvidas pela polícia.

O suspeito do ataque foi detido por policiais que usaram um Taser, uma arma não letal que imobiliza seu alvo por meio de um choque elétrico. As investigações realizadas até aqui indicam que ele está radicado no Reino Unido desde 2002. Uma residência situada no norte e outra ao sul de Londres foram alvos de batidas policiais.

Em razão do ataque, e também dos atentados cometidos na França e na Alemanha nas últimas semanas, o Ministério do Interior anunciou que manterá a mobilização de 600 novos policiais que vêm fazendo o patrulhamento das ruas de Londres. No domingo, o chefe da Scotland Yard, Bernard Hogan-Howe, chegou a afirmar que o Reino Unido passará por um atentado. 

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